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16 de maio de 2011

Sócrates perdeu importância?

Matéria interessante do jornal Opção, sobre a situação vivenciada pela educação no estado de Goiás e que pode ser aplicada a outros estados e cidades brasileiras.

A arte de interrogar do filósofo grego, que exige tempo e reflexão, fica em segundo plano quando as medidas para o setor privilegiam políticas de resultado. Motes do secretário da Educação, Thiago Peixoto, para o setor são questionados por filósofos e professores.

Na arena pública de debates — nas rodas de conversa, na imprensa, nos blogs da internet, em outras redes sociais virtuais ou nas instâncias políticas — as discussões sobre educação, desde o início do governo tucano em Goiás, estão atreladas a ideias e expressões como liderança, metas, gestão, bônus por desempenho, meritocracia, avaliações sistemáticas por meio da aplicação de testes, foco nos resultados. O palavrório é consequência da formação — e, portanto, do posicionamento ideológico — do secretário da Educação Thiago Peixoto (PMDB), economista formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pós-graduado em gerenciamento de projetos pela Universidade da Califórnia. Assim que assumiu a Seduc, com o mote de que o Estado tem de contar com técnicas gerenciais do setor privado para se tornar mais eficiente (preleções naturais de um economista), Thiago Peixoto viu, como resposta à sua indicação ao cargo, um ânimo fresco na sociedade. O fato de recorrer a estudos quase sempre quantitativos, em uma área que exige também reflexões teóricas qualitativas acerca da realidade escolar, não foi motivo para queixas iniciais.
Reportagem publicada no mês de fevereiro pelo Jornal Opção ouviu professores da rede básica de ensino, que quase sempre se referiam ao secretário sob o mesmo tom: tinham boas expectativas com relação às propostas de meritocracia, bonificação ou melhoria da gestão escolar a partir da capacitação para a liderança. Pouco mais de um mês após a matéria, Peixoto sintetiza sua visão da esfera educacional, para ele uma área que exige políticas mais vinculadas a atuações práticas do que a reflexões teóricas.

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