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26 de agosto de 2010

O Estudo de Caso como Prática Pedagógica

Do Brasil para o mundo

O Insper lançará a Coleção de Casos Insper que será licenciada para outras instituições de ensino brasileiras ou do exterior. São 15 títulos, baseados no contexto corporativo brasileiro e internacional, de áreas como Administração, Recursos Humanos e Marketing. Outros 16 já estão em desenvolvimento e devem ser concluídos no primeiro semestre de 2011. A previsão é de que, a cada ano, em média, dez novos casos sejam incorporados à Coleção. O objetivo do Insper é contribuir com outras instituições de ensino e promover a disseminação do uso de casos como ferramenta pedagógica.

A discussão de casos permite aos alunos refletirem e buscarem soluções para problemas que são apresentados de forma mal estruturada, muito semelhante à realidade das empresas. “O processo de análise e discussão em sala promove no aluno o raciocínio crítico e argumentativo, ao mesmo tempo em que desenvolve habilidades para identificar e resolver problemas”, avalia Márcia Deotto, gerente de Tecnologias de Aprendizagem Interativa do Insper.




mais informações acesse: http://www.insper.edu.br/casos

23 de agosto de 2010

Da educação que temos para a sociedade que queremos

Há décadas ouvimos o discurso de que é preciso melhorar a qualidade da educação no Brasil, de que essa qualidade é essencial para o desenvolvimento do país etc. Hoje, vários programas públicos, assim como movimentos da sociedade civil, carregam esta bandeira, mas o que é, afinal, esta qualidade? Que qualidade queremos?

por Rubens Salles
Diplo Brasil


Conforme foi recentemente publicado1, só 33% das metas do Plano Nacional de Educação foram cumpridas entre 2001 e 2008, e foram apenas as metas quantitativas. Das metas qualitativas, nada foi conseguido, muito pelo contrário, elas pioraram. A taxa de repetência no ensino fundamental aumentou de 21,7% em 2001, para 27,7% em 2007, e a evasão no ensino médio aumentou de 10% em 2006, para 13,2% em 2008.

Depois de tantos planos fracassados2, fica claro que a raiz deste problema ainda é desconhecida pelos nossos gestores públicos. Reconhecidos estudiosos da educação, como Edgar Morin3, Francisco Imbernón4, Saturnino De La Torre5, Isabel Alarcão6 e tantos outros, já nos alertam há anos que o grande obstáculo para oferecermos uma educação adequada às demandas do nosso tempo, se encontra no âmbito das relações humanas, na qualidade das relações humanas na escola, em especial durante o ensino infantil e fundamental, um período essencial para o desenvolvimento humano.

No Brasil, o foco da relação do professor não é com os alunos, mas com o conteúdo, e os sistemas oficiais de avaliação do ensino, focados em notas, também estimulam esta cultura. Embora a formação em pedagogia, teoricamente, prepare o professor para lecionar em qualquer ano do ensino infantil ou fundamental de 1º ao 5º ano, ele se especializa no conteúdo relativo a um único ano escolar, e a cada ano pega uma nova turma de alunos para ensinar o mesmo conteúdo. Assim, ele não se compromete com o desenvolvimento e o sucesso futuro dos alunos. Se a criança tem dificuldades é cômodo transferir a culpa para a família ou o para o professor anterior, e ela será problema do próximo professor. Também é fato que, para se manter com um baixo salário, é comum o professor assumir uma carga horária muito alta, trabalhando em vários períodos, o que inviabiliza um envolvimento mais profundo com seus alunos. Nossas políticas públicas não estimulam o comprometimento do professor com o desenvolvimento individual dos alunos por longo prazo, nem uma aproximação efetiva do professor com as famílias, e, no fim, ninguém é responsabilizado pelo fracasso de um aluno.

Devido à pressão que a sociedade impõe ao poder público pela melhoria da qualidade na educação, governantes, assim como gestores de escolas privadas, tentam resolver o problema comprando “sistemas de ensino” apostilados, que não têm relação com as necessidades individuais dos alunos e nem com a identidade de suas comunidades. Com estes sistemas “economiza-se” o tempo para preparar aulas. Assim, os professores podem ter os vários empregos – necessários, pois os salários continuam baixos – e não têm tempo para dedicar ao seu aprimoramento e aos seus alunos. É a pura lógica industrial: investe-se nos sistemas e economiza-se na mão de obra. Assim a qualidade de vida dos professores vai para o ralo e a qualidade da educação vai junto. Adotar estes sistemas equivale a obrigar pessoas que podem andar a usar muletas. Eles já atingem milhões de crianças brasileiras, e quem mais se beneficia são as editoras que os vendem7. A educação, principalmente a infantil e fundamental, não pode ser tratada como se fosse apenas um treinamento, desvinculada das relações humanas e da individualidade dos alunos, e os professores como se fossem incapazes de criar e planejar suas aulas. Isso tira a autonomia da escola, engessa e massifica o ensino, relega os professores a meros coadjuvantes, a aplicadores de tarefas e testes, tolhendo seu protagonismo, e perpetua o status quo8.

Sabemos que a educação é radical: ela é a raiz do bem ou raiz do mal. O que chamamos de escolas públicas, no Brasil, são, na maioria, escolas estatais, obrigadas a seguir programas impostos pelo estado, escolas sem “alma”, que cerceiam a criatividade e a iniciativa dos professores, e, como consequência, desestimulam a criatividade, a iniciativa e o interesse dos alunos. Aí os jovens chegam ao ensino médio despreparados e desmotivados, sem acreditar na escola, nem nas suas próprias chances de sucesso, e acabamos com o “apagão” de mão de obra que o país enfrenta hoje9.

Neste cenário, fica claro que nossa educação básica se perdeu do fator humano. As crianças não precisam da escola apenas para serem instruídas, elas precisam para se desenvolver como seres humanos. Embora esta seja uma responsabilidade primordial da família, sabemos que a escola é um ambiente privilegiado para o desenvolvimento de valores como a responsabilidade, a solidariedade, a sociabilidade, a tolerância, a inclusão, a justiça, a democracia, a diversidade, a cidadania e a sustentabilidade, entre outros.

Sem pretender esgotar aqui este assunto, relaciono alguns princípios que considero condicionantes para uma educação de qualidade, com base nas relações humanas e na educação como arte social, e que podem ser um caminho para enfrentarmos nosso maior desafio: substituirmos a cultura do consumismo pela da sustentabilidade10. leia mais

19 de agosto de 2010

Quais são as motivações de quem opta por um curso superior de tecnologia?

O senso comum diz que os principais atrativos da modalidade são a formação em um curto espaço de tempo e os custos menores em comparação ao bacharelado. Mas a realidade parece estar mudando. É o que aponta a pesquisa Cursos superiores de tecnologia: um estudo de sua demanda sob a ótica do estudante, trabalho desenvolvido pela diretora de regulação e supervisão da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), Andréa Andrade, durante mestrado na Universidade de Brasília (UnB) e apresentado durante o Seminário Internacional de Cursos Superiores de Tecnologia, ocorrido em junho em Brasília.

A pesquisa foi realizada em 2009 com 1,2 mil estudantes no momento em que eles prestavam vestibular. Os candidatos foram questionados sobre os motivos pelos quais optaram por um curso superior de tecnologia. A razão mais apontada pelos participantes foi a de que os cursos são "focados em áreas com boas chances de emprego". Essa resposta apareceu em primeiro lugar, citada por 45% dos futuros alunos.

Em seguida, 41% afirmaram que "o mercado está valorizando o diploma de curso superior tecnológico" e 34% apontaram como vantagem serem "cursos especializados". A duração da formação aparece em sexto lugar e o valor do curso apenas em 11º. "O resultado foi surpreendente. Minha hipótese era a de que o custo e a duração seriam as primeiras razões, mas o que faz o estudante escolher o curso tecnológico é a expectativa por emprego", analisa Andréa.

Para Andréa, a percepção dos alunos de que um diploma de tecnólogo pode garantir uma boa inserção no mercado é resultado da expansão que o setor viveu na última década.

"O grande público não diferencia mais um curso de bacharelado do tecnológico, que passou a ser visto como mais um curso superior. O estudo mostra que o aluno valoriza o curso e tem uma expectativa muito positiva. Eles também falaram muito sobre a questão dessa formação de ser pioneira e inovadora", explica a diretora da Setec.
Andréa destaca que as razões para a escolha variam de acordo com a área de formação escolhida, a renda e a idade do aluno. Se a questão dos custos só foi citada como motivação por 6% dos participantes, apareceu com mais peso entre aqueles que optaram por cursos no eixo de gestão de negócios (19%).

O fator duração da formação foi apontado como relevante por apenas 20% da amostra. Mas a pesquisa aponta que "a demanda por uma formação rápida cresce conforme se amplia a idade". Enquanto apenas 4% dos respondentes com idade inferior a 18 anos demonstraram preocupação com essa questão, o índice sobe para 48% na faixa etária acima dos 40 anos.

Mas, independentemente de idade, renda ou se a instituição é pública ou privada, são altas as expectativas de inserção no mercado do trabalho a partir da formação tecnológica. Essa razão foi citada por 45% da amostra.

Andréa aponta outra tendência: entre os que já possuíam uma graduação, muitos buscavam no tecnológico a reinserção no mercado de trabalho (39%) ou apostavam na modalidade como "uma forma de manter-se atualizado" (46%).

"O curso tecnológico se configura como uma segunda graduação e um público muito grande está fazendo essa escolha. Ou ainda no caso de quem iniciou um curso superior anteriormente, mas não concluiu. Certamente os professores estão tendo de conviver com uma dificuldade a mais em sala de aula: alunos jovens junto com alunos com mais experiência de vida e foco muito distinto", ressalta Andréa.

Durante o Seminário Internacional de Cursos Superiores de Tecnologia, ocorrido em junho em Brasília, mais de 200 especialistas, entidades e representantes de instituições de ensino do Brasil e América Latina discutiram qual é a visão que o mercado e a sociedade têm dos tecnológicos e como superar o "complexo de inferioridade" em relação aos cursos de bacharelado. As discussões apontaram para respostas semelhantes ao resultado indicado pela pesquisa de Andréa: é o mercado de trabalho que vai levar os cursos de tecnologia a um novo patamar.

"Não existe uma fórmula mágica, é um processo contínuo, mas as perspectivas são extremamente positivas. Percebemos que a necessidade irá forçar essa aceitação porque não há disponibilidade de profissionais", defende Jorge Guaracy, presidente da Associação Nacional dos Tecnólogos (ANT).

Consuelo Aparecida Santos, presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Conif), aposta na própria lógica do sistema como principal estratégia para consolidação da área. "Para fazer esse trabalho de convencimento da importância dos tecnólogos, a primeira coisa é os estudantes saírem formados. Hoje esse número já é bastante grande e eles vão ocupando esses espaços. Quanto mais estudantes formamos, com certeza eles irão disseminar essa cultura na sociedade", acredita Consuelo.

Ela também defendeu, durante o seminário, que as instituições façam um "marketing" dos tecnólogos. "Não é o marketing do tipo "faça um curso em dois anos". As instituições precisam chamar a atenção para os conteúdos ensinados e as competências que os tecnólogos desenvolvem, que são importantíssimas. É preciso chamar a atenção para a concepção desses cursos", recomenda Consuelo, que também é reitora do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

O presidente da ANT acredita que as instituições hoje, "na média", entendem quais são as demandas que estão postas pelo mercado. "No início houve uma empolgação por vender a ideia de fazer um curso superior em dois anos e isso causou um certo refluxo. Acredito que há uma tendência natural das instituições de ensino de irem buscando um aprimoramento do que oferecem, não cursos que se coloquem como uma solução tapa-buraco, mas de fato abraçando os cursos tecnológicos", diz Guaracy.
Durante o seminário, duas questões apareceram como barreiras a serem superadas: a inclusão de cargos para tecnólogos em editais de concursos públicos e a superação das limitações impostas pelos conselhos federais para a atuação desses profissionais. Segundo os participantes, muitas seleções de emprego ainda exigem diploma de engenheiro para cargos e funções que podem ser ocupadas por tecnólogos.

"A discriminação existe em relação à regulamentação, principalmente para os tecnólogos que estão ligados a conselhos federais. Nesses casos o exercício profissional fica restrito à atribuição que o conselho admite que ele faça", aponta Guaracy.

Mas o sentimento geral é de que com o tempo - e o esforço conjunto de instituições privadas, Ifets, MEC e Sistema S para valorizar e promover os cursos tecnológicos - essas barreiras serão superadas. Seja pela necessidade do mercado ou dos próprios anseios da população por uma formação que seja mais conectada com o mundo do trabalho.

"A primeira reação a tudo que é novo é a desconfiança. Por isso, digo que os maiores problemas dos cursos superiores de tecnologia são o desconhecimento e o preconceito", avalia Fernando Leme do Prado, presidente da Associação Nacional da Educação Tecnológica (Anet). Na avaliação dele, o trabalho de "convencimento" da importância desse nível educacional precisa começar pela instituição de ensino.

"Esse preconceito nasce muitas vezes dentro da própria instituição. Ela não valoriza os profissionais que está formando e passa para os estudantes essa mesma sensação. Essa cultura precisa ser superada", aconselha. (A.C.)

fonte: Revista Educação

14 de agosto de 2010

Um espaço para troca de idéias, compartilhar experiências...

Tem sido cada vez mais complicado administrar o Depois da Aula. Infelizmente cada dia que passa me ocupa com mais atividades, que conjuntamente retiram o tempo "livre" que tenho para atualizar e gerenciar o site/blog.
Porém "insistir" é preciso! E insistirei até o último instante com espaço de troca de idéias e de compartilhamento de experiências.
Abaixo trago um email que recebi através do espaço de Participe do site que mostra uma opinião, que exterioriza um ponto de vista, mas acima de tudo exemplifica o quanto o Depois da Aula expandiu suas fronteiras.

Deixo claro que as idéias contidas no texto abaixo são de total responsabilidade do autor do email.


"Chamo-me: Francisco Carlos, morador de Bangu - Rio de Janeiro.Tenho 49 anos de idade, quatro filhos: três mulheres e um rapaz; todos formados, com a graça de Deus.

Sou nascido e criado em uma comunidade carente, onde hoje, moro próximo. Tenho alguns Amigos nesta e, diante desta e de “outras”: tenho a oportunidade de apreciar alguns contrastes referentes ao comportamento de crianças, jovens adolescentes e outros.

Então: escrevo, reescrevo, leio, releio e dá no que da; até que eu adquira o sentimento desabafo. Mas, como vocês estão me dando à oportunidade de sugerir, sugiro: http://chicocarlos49.blogspot.com/

O DEVER EM SEGUNDO PLANO.

A GRANDE PROPORÇÃO POVÃO POBRE CARENTE ESTÁ REPLETA DE JOVENS PAIS DESAVISADOS - FALTA DE JUÍZO E DE PRUDÊNCIA-, EM SUA MAIORIA: MÃES E PAIS ADOLESCENTES DE "INDIRETA" UNIÃO ESTÁVEL; E, DESAMPARADOS FINANCEIRAMENTE.

O FATO, APOLOGIA AO SEXO, INSERIDA NO COSTUME MUSICAL DA JOVEM MASSA CARENTE; APRECIADO POR UNS POR FORÇA DO BALAÇO FEMININO, E INTERATIVO COM OUTROS, POR FALTA DE CONSCIÊNCIA DEPRECIATIVA FEMININA, TEM COMO CAUSA FUNDAMENTAL: A FALTA DE EDUCAÇÃO FAMILIAR DE BONS COSTUMES. QUE, A CADA DIA QUE PASSA, SUCUMBE; A JUVENTUDE SE DESVAIRA E OS ANTIGOS ACASOS... ESTRATEGICAMENTE; PERMANECEM.

POR FORÇA DA CULTURA DIVERSÃO/POVÃO, APRECIATIVA E INTERATIVA: DESCONSIDERA-SE A INCAPACIDADE DE “PENETRAÇÃO” DE RACIOCÍNIO LÓGICO DE HOMENS E MULHERES, SUBALTERNOS OU NÃO, AO MAL... E O FORÇADO ACASO, INDIRETAMENTE CONTINUA COLABORANDO COM A CRESCENTE PROPORÇÃO DE DELINQÜENTES E VICIADOS: MENINOS, MENINAS: CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

A VIDA VIVIDA: DIANTE DA FORÇA DA NECESSIDADE DE SOBREVIVÊNCIA; PASSA A SER UMA QUESTÃO DE COSTUMES.

OBSERVA-SE, QUE A CADA DIA, MAIS “MENINAS” ADOLESCENTES DISPONIBILIZAM AOS OLHOS DO POVO A TRANSPARENTE SENSUALIDADE; VIA: PASSIVO E COMUM INSTINTO SEXUAL ANIMAL, RACIONAL "DIVERSIFICADO". E, QUASE SEMPRE CONTAM COM A GENEROSIDADE POPULAR, DE VARIADO "INTERESSE". E, DIANTE DAS CONSEQÜÊNCIAS DO SUPOSTO ACASO SEXUAL: "PRODUZEM" INOCENTES SOFREDORES - CRIANÇA CARENTE-.
-O QUE É CRIME: ART.133 CP "ABANDONAR PESSOA QUE ESTÁ SOB SEU CUIDADO, GUARDA, VIGILÂNCIA OU AUTORIDADE, E, POR QUALQUER MOTIVO, É INCAPAZ DE DEFENDER-SE DOS RISCOS RESULTANTES DO ABANDONO" CARACTERIZA CRIME DE ABANDONO DE INCAPAZ.

_ ARTIGO 205 DA CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988: A EDUCAÇÃO, DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO E DA FAMÍLIA, SERÁ PROMOVIDA E INCENTIVADA COM A COLABORAÇÃO DA SOCIEDADE, VISANDO AO PLENO DESENVOLVIMENTO DA PESSOA, SEU PREPARO PARA O EXERCÍCIO DA CIDADANIA E SUA QUALIFICAÇÃO PARA O TRABALHO.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Art. 1º: A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

SOS: O GOVERNO PRECISA INCREMENTAR URGENTE! A EDUCAÇÃO BÁSICA E FUNDAMENTAL COM UMA COERENTE EDUCAÇÃO, TAMBEM FAMILIAR DE BONS COSTUMES, COM FOCO NAS SITUAÇÕES, FATOS E COMPORTAMENTOS DE NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS ADOLESCENTES.

- ATE QUE A EDUCAÇÃO FAMILIAR SE RECONSTITUA EM NOSSO PAÍS.

CHICO CARLOS

Nota: não tenho muitos conhecimentos, no escrever; perdoem-me."

11 de agosto de 2010

Sofrimento de professores

Literalmente os professores estão sofrendo. Fiquei chocado ao ver neste vídeo uma professora chorar desesperadamente ao passar perto da escola que ensinava. Vale a pena assistir.



Professores recebem ameaças e sofrem alto grau de estresse: Jornal da Record, 02 de agosto de 2010

8 de agosto de 2010

Evasão nas Universidades Públicas?

Evasão também é alta nas públicas
Reportagem da revista Ensino Superior, edição julho/2010

Levantamento aponta índice de 14% entre as universidades públicas; motivo inclui falta de informação sobre curso e dificuldade em acompanhar as aulas

A pesquisa realizada pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) indicou uma evasão recorde de alunos nas instituições de ensino superior privadas em 2008. Realizado com base no Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o levantamento apontou um índice de 20,7% de evasão nas instituções privadas brasileiras; de 21,10% no Estado de São Paulo e de 24,21%, se for considerada apenas a região metropolitana de São Paulo. Todos os dados se referem às instituições privadas no ano de 2008.
Nas instituições de ensino superior privadas da Região Metropolitana de São Paulo, que é considerada como reveladora de tendência nacional, a elevação foi recorde desde o ano 2000, quando a pesquisa passou a ser realizada, passando de 15,17% para 24,21% de evasão.

Para o presidente do Semesp, Hermes Figueiredo, o crescimento da oferta de vagas, a queda dos valores das mensalidades e a inclusão das classes C e D na educação superior explicam o cenário de 2008.

"À medida que cresce a oferta de vagas do setor privado, a mensalidade média cai também para a inclusão das classes C e D com menor poder aquisitivo. Mesmo com os programas de financiamento estudantil, a falta de uma política para manter esse aluno de baixa renda na universidade, além da dificuldade de acompanhamento que esse jovem encontra, provocada pela deficiência no ensino básico, são alguns dos fatores que contribuem para o crescimento da evasão", analisa.

A pesquisa também apontou, na capital, o crescimento do número de ingressantes (3,3%) e de concluintes (10%). Os três cursos mais procurados em números de matrículas na Região Administrativa de São Paulo - composta por 39 cidades - foram administração (112.742), direito (57.815) e pedagogia (41.579).

Ainda entre as instituições particulares de ensino superior, o levantamento também detectou a participação de trancados, desligados e tranferidos na evasão. Em 2008, 11,6% dos alunos se desligaram da instituição, 8% trancaram a matrícula, e 1% foram transferidos (veja tabela acima). Do total de 20,7% de evasão nas instituções privadas, 11,1% acontece no primeiro semestre do ano e 9,6% ocorre no segundo semestre.

Entre os Estados que apresentaram maior evasão nas instituições particulares estão Tocantins (26,9%), Alagoas (26,7%), Ceará (26,3%) e Sergipe (25,9%).
Cruzados, os dados traçam o perfil das estratégias possíveis de serem desenvolvidas pelas instituições, e que comprovam a necessidade de dar mais atenção aos alunos no começo dos cursos e de forma diferenciada em cada semestre do ano.

Mas o problema não está apenas no âmbito das instituições particulares, já que nas universidades públicas esse índice alcançou 14,4% de evasão em 2008, um número ainda mais assustador quando o fator financeiro não é um agravante. A evasão total, incluindo públicas e privadas, foi de 19,1%.

"Nas universidades públicas, os fatores predominantes são a falta de informação sobre os cursos e a dificuldade de acompanhar as aulas por ter realizado um ensino médio de fraca qualidade. Isso é mais sentido principalmente nos cursos que exigem mais cálculos, estatísticas e melhor conhecimento nas matérias exatas", explica Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp.

Rodrigo cita ainda a incompatibilidade de conciliar horários entre aulas e trabalho e a decepção com o curso oferecido como causas para a evasão, já que ele acaba ficando muito distante daquilo que o aluno imaginava fazer antes de entrar na universidade pública.

Enquanto nas instituições particulares o aluno que abandona o curso no primeiro ano provoca, em média, uma perda de receita futura de R$ 13 mil a R$ 16 mil, na Universidade de São Paulo (USP), quase 40% da evasão se dá no primeiro ano e atinge muito mais os cursos de exatas e humanas, por exemplo, dos que os da área de biológicas.

Pesquisa realizada há quatro anos pela própria USP mostrou que o custo para formar 100 alunos em quatro anos de curso era exatamente o mesmo se apenas a metade, 50 deles, chegasse ao final do mesmo curso.

Roberto Leal Lobo, do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia, acredita que esse é um problema crônico. "A evasão no ensino superior não é um problema só do Brasil, mas internacional. As perdas de alunos que iniciam e não terminam seus cursos são desperdícios sociais, acadêmicos e econômicos. Constituem-se em uma fonte de ociosidade de professores, funcionários, equipamentos e espaço físico", reflete.

Na avaliação de Lobo, as perdas são para os dois lados. "No setor público, o alto índice de evasão significa uma grande quantidade de recursos públicos investidos sem o devido retorno, enquanto no setor privado ela se transforma em uma importante e perigosa perda de receita". (R.C.B)

5 de agosto de 2010

Livros digitais criam novas chances de acesso à leitura


A chegada dos livros digitais abre um novo potencial de popularização da leitura no Brasil. O País, que segundo levantamento Retratos da Leitura, realizado em 2008 pelo IPL (Instituto do Pró-Livro), tem cerca de 45% da população fora de contato qualquer tipo de leitura, poderia aproveitar a nova tecnologia para mudar o panorama. A chance, entretanto, esbarra em alguns gargalos que as novas tecnologias carregam, como adaptação aos novos formatos, aceitação dos escritores e público, reformulação do modelo de negócio e acesso aos aparelhos necessários para a leitura.

Marco Simões, coordenador pedagógico da Faculdade de Computação e Informática da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) é taxativo em relação ao livro virtual como grande ponto de virada para o cenário de leitura no Brasil. "Os leitores digitais não modificarão o atual panorama brasileiro, até porque a vontade de ler não depende do que às pessoas tem em mãos", diz ele, que é autor do livro "História da Leitura: do papiro ao papel digital". O hábito, segundo Simões, depende da família, da escola e do incentivo dos pais.

Ainda que o estímulo da leitura não esteja diretamente relacionado à sedução que aparelhos modernos com alta capacidade de armazenamento de dados despertem, Antonio Luiz Basile, professor de Ciência da Computação da Universidade Mackenzie, enumera uma série de vantagens que podem aproximar os brasileiros dos livros. "Com a exclusão dos gastos com papel e encargos gráficos, a tendência é que o custo da publicação seja mais baixo", aponta ele. Embora os valores dos livros digitais sejam menores, será necessário o investimento na produção em massa e conseqüente barateamento do custo do leitor digital, a menos que se decida usar um computador normal para ler os livros adquiridos. Mas essa saída eliminaria a portabilidade do livro digital.

Hoje, o aparelho custa no Brasil em média R$ 1.000. O valor deverá delimitar a leitura digital às classes mais altas da sociedade e não resolverá o problema dos brasileiros que alegam não ler por causa dos altos custos das publicações. A pesquisa Retratos da Leitura aponta que 7% da população de não-leitores no País se encaixam nesse contexto. A tendência, no entanto, segundo Basile, é que o valor do leitor digital caia pelo menos pela metade. "Hoje é muito caro por causa das novas tecnologias empregadas e pela falta de concorrência. Depois que o custo de fabricação diminuir e aparelhos de diferentes marcas forem lançados, a opção se tornará mais acessível", aposta ele.

A vantagem da nova tecnologia, para Jézio Gutierre, editor executivo da Editora UNESP (Universidade Estadual Paulista), é a mobilidade, bem como a comodidade de carregar inúmeros textos num único aparelho. Ele afirma que essa possibilidade poderá ser bem aproveitada, principalmente, pelos estudantes. A conexão com a Internet sem fio, segundo Basile, também permitirá maior interatividade com o livro. Opção que, segundo ele, levará o leitor a se informar não apenas pela obra e incentivará o aprofundamento em outros assuntos descritos nela.

"A tecnologia possibilita que o leitor obtenha informações complementares e até mesmo traduções simultâneas durante a leitura", cita Basile. O benefício poderá ser testado no próximo livro de Laurentino Gomes, previsto para ser lançado em setembro de 2010. De acordo com o autor de "1808", obra terá uma versão digital com uma linha do tempo interativa. "O leitor poderá explorar os acontecimentos da época, além de ter acesso a mapas, por exemplo", conta Gomes.

A partir do uso das tecnologias também será possível enviar e receber obras na velocidade do clique de um mouse. Fato que, segundo o autor, poderá aumentar o leque de opções na hora de escolher as obras. "Será possível ter acesso aos livros estrangeiros muito mais rápido que antes, já que não será preciso esperar que ele chegue até nós por qualquer tipo de transporte que seja", prevê Gomes.

Leia texto completo no site da Universia

2 de agosto de 2010

O Mundo em 2022

Já parou para pensar como você estará em 2022? E o mundo? O Brasil?

Com a intenção de pensar estrategicamente o futuro do Brasil, fixando metas para o ano de 2022, quando o Brasil comemora o bicentenário de sua independência. Foi uma tarefa dado pelo presidente Lula ao ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, quando este assumiu o cargo, em outubro de 2009.

Desta encomenda proverá o Plano Brasil 2022, que envolveu grupos de trabalho formados por técnicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), representantes de todos os Ministérios, da Casa Civil e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Plano contará com a seguinte estrutura: Capítulo 1: O Mundo em 2022; Capítulo 2: A América do Sul em 2022; Capítulo 3: O Brasil em 2022;  Capítulo 4: Metas.

Os capítulos 1 e 2 já estão disponíveis para consulta e debates e nele encontramos uma  algumas metas para a Educação em 2022.
"Ainda há grandes desafios a enfrentar: 10% da população com 15 anos ou mais, 14 milhões de brasileiros, não sabem ler, escrever e contar, mais da metade dos quais estão no Nordeste; há 30 milhões de analfabetos funcionais, número que tende a crescer em decorrência dos padrões de qualidade do ensino fundamental; além disso, existem graves disparidades nos processos de acesso e conclusão dos ciclos de ensino entre os diferentes estratos étnico-raciais, áreas rurais e urbanas e faixas etárias. Diversas comparações internacionais colocam o Brasil em posição desvantajosa." (trecho retirado do documento)
 
Confira esta e outras informaçõesno site: http://www.sae.gov.br/brasil2022/