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26 de abril de 2010

Para onde você quer ir?

Em 2006/2007 costumava escrever e enviar por email pequenos textos que intitulava de "Temperando". A ideia era produzir, de forma "bem temperada", textos sobre assuntos do cotidiano e compartilhar com amigos e colegas. Reencontrei alguns destes textos e vou postar eles aqui. Espero que gostem!

Original de Fevereiro de 2007

O ser humano sofre de uma mal muito perigoso “A Sindrome do Curto Prazo”. Seus principais sintomas são ansiedade por resultados imediatos e um desprezo por planejamentos que dure mais que uma quinzena. As pessoas acometidas por esta doença não conseguem visionar o futuro e só enxergam o aqui e agora. O futuro para elas nem existe. Talvez devêssemos solicitar do Ministério da Saúde a inclusão desta “síndrome” na Codificação Internacional de Doenças, o famoso CID.

Brincadeiras a parte, tenho visto cada vez mais as pessoas juntar, separar, casar, serem demitidas, pedir demisão, desitir, continuar, enfim, agirem olhando o que ganharão naquele instante. Vivemos dias em que as palavras médio-prazo e longo-prazo são geradoras de calafrios e arrepios.E isso é um perigo!

Quando penso nessa situação, sempre me recordo de um diálogo bastante interessante entre Alice e o Gato, num dos capítulos de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll:

- O senhor poderia me dizer qual caminho tomar para sair daqui? Interoga Alice
- isso depende muito de para onde você quer ir. Respondeu o Gato
- Não me importo muito para onde… Retrucou Alice
- Então não importa o caminho que você escolha. Disse o gato

Perceba a sabedoria felina. Se não conhecemos bem nossos planos, nossas metas, nossos objetivos, qualquer atitude que tomemos será aparentemente a melhor. Aliás, isso quando temos um plano, metas ou objetivos. Quando são claros os caminhos que temos que tomar na vida, os objetivos que temos para nossa profissão e as metas que almejamos, as decisões que tomamos são sempre consistentes, ou pelo menos mais seguras. Escolhemos melhor os caminhos quando sabemos o que queremos.

Erros e decepções não serão excluídas da vida. Contudo quando agirmos por convicção e não, exclusivamente, por emoção, estamos mais preparados a esses percalços.

Quantas pessoas largam família, emprego ou amigos simplesmente pelo prazer imediato que aquela decisão lhes trouxe, ou pela aparente vantagem que lhes trará. Podemos, e quando necessário devemos, largar algumas coisas, contudo esta decisão deve ser conivente com um objetivo, com metas, enfim, com um projeto de vida.

Precisamos saber onde queremos chegar no trabalho, na vida, nas nossas relações. Você quer uma promoção, construa seu projeto profissional e siga-o. Almeja um emprego melhor, então saiba que só conseguirá achar o melhor caminho para tal, se estiver com seus objetivos profissionais bem definidos.

Andar pela vida sem ao menos saber para onde quer ir e porque, é se deixar levar pela maré. E a maré nos leva para onde ela quer e não para onde deveríamos ir. O caminho mais fácil nem sempre é o melhor. Pensemos nisso e para onde queremos ir.

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