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8 de abril de 2010

Balanço da CONAE

Estudante de 11 anos foi o participante mais novo da Conae

Em meio a mais de 3 mil participantes da Conferência Nacional de Educação (Conae), um deles chamou atenção: Breno Figueiredo, de apenas 11 anos e morador da cidade de Iguatu (CE), a 300 quilômetros e Fortaleza. Aluno da Escola Municipal João Paulino de Araújo, ele foi um dos representes do segmento estudantil na Conferência.

Para chegar até a etapa nacional, Breno participou da conferência municipal e de etapa estadual, quando foi um dos quatro estudantes selecionados para vir a Brasília. Aluno do 6º ano do ensino fundamental, ele diz que é uma grande responsabilidade representar o Ceará no encontro.

Breno avalia que a educação "está precisando melhorar", mas, segundo ele, sua escola tem uma boa estrutura e professores bem capacitados. "Eu acho que a educação é um dos maiores meios para o país evoluir, e decidir os rumos do Brasil".

O estudante admite que não é comum crianças da idade dele se interessarem por política. "Eu deixava de ir brincar ou jogar videogame para ler um livro, coisa que uma criança não faz mais hoje em dia". Breno acredita que o gosto pelos estudos, especialmente por ciências, vem dos pais que desde que ele era pequeno o incentivavam a ler contando histórias antes de dormir. "Eles já estavam planejando meu futuro", diz. A família tem uma pequena empresa de serigrafia.

Breno espera ser biólogo ou veterinário quando crescer. A proposta que o estudante trouxe a conferência foi que alunos de escolas públicas tenham mais acesso a bolsas de estudo.
(fonte: Terra)


Educação quer 7% do PIB em 2011

Aprovada sem emendas durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), a meta de ampliação dos investimentos nacionais no setor será um dos principais pontos a compor o próximo Plano Nacional de Educação (PNE), programa de Estado destinado a pautar as políticas públicas para os próximos dez anos.

O pleito de professores, profissionais, especialistas e representantes do poder público é que os investimentos para o segmento alcancem o equivalente a 7% do PIB já no próximo ano para serem gradualmente ampliados para 10% do total das riquezas do país até 2014.

"Hoje o Brasil aplica 4,7% do PIB em educação. O ideal, frente às necessidades que possui, seria 10%", explica Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, citando a série de encontros estaduais e municipais que foram realizados ao longo do último ano para estabelecer as principais discussões na formulação do novo PNE. "Como sabemos que este seria um aumento substancial, estabelecemos a gradação, passando antes pelos 7% a partir do ano que vem", explicou.

O primeiro plano para educação de abrangência nacional foi estabelecido em 2000, com metas como a universalização do ensino básico, a melhoria na qualidade do sistema e a própria intenção de se chegar a 7% do PIB em investimentos - algumas das quais não alcançadas. Válido por dez anos, o PNE deve ganhar sua segunda edição até o final deste ano, com uma nova série de objetivos até 2020.
(fonte:Brasil Econômico)


Ensino a distância ganha força e oferece formação a professor

O Plano Nacional de Formação de Professores beneficiará 332 mil docentes em exercício na rede pública de ensino, até 2011. Dessas vagas, distribuídas em 90 mil instituições públicas de ensino superior, 46% são a distância e 54%, presenciais. Esses dados foram apresentados pelo secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, durante o colóquio Formação dos Professores da Educação da Educação a Distância, realizado nesta quarta-feira, 30, na Conferência Nacional de Educação (Conae), que acontece em Brasília.

“Estamos promovendo uma mudança significativa no quadro da educação brasileira, dando a esses professores uma oportunidade de formação”, observou o secretário.

Bielschowsky salientou ainda que o ensino a distância enfrentou problemas de oferta e hoje vem passando por um intenso processo de supervisão. “Temos agora um processo mais rigoroso de credenciamento. Ao todo, 38 instituições que oferecem essa modalidade de ensino estão sob supervisão, o que corresponde a 81% do corpo docente na modalidade, composta por quase 800 mil estudantes”, disse.

A Universidade Aberta do Brasil (UAB) foi apontada por Bielschowsky como importante instrumento para o acesso ao ensino público de qualidade. Atualmente, ela conta com 170 mil estudantes de graduação e 80 mil de especialização.

Participaram do colóquio a coordenadora geral de formação de professores da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Helena de Freitas, e a diretora do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinprors), Cecília Maria Martins Farias. Elas apresentaram um panorama geral sobre as necessidades de formação dos professores e concluíram que os problemas enfrentados pelo ensino a distância são semelhantes aos do presencial.

Bielschowsky disse que a educação a distância facilita o acesso à qualificação profissional para os professores, permitindo que eles se graduem sem abandonar a sala de aula. Ele lembrou que três instituições já foram descredenciadas para a oferta da modalidade por não ofereceram a devida qualidade aos estudantes.
(Fonte: Portal MEC)


Destaques aprovados por consenso

Durante a realização das Plenárias de eixo da CONAE, muitas propostas prioritárias para os trabalhadores em estabelecimentos de ensino, bem como bandeiras históricas do movimento educacional brasileiro, foram aprovadas.

No Eixo I (O Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação de Qualidade: organização e Regulação da Educação Nacional), a CONTEE, em unidade com diversas entidades nacionais progressistas de educação, garantiu a conceituação de educação como uma concessão do Estado. Aprovou ainda a diretriz que indica que o Sistema Nacional de Educação deve acompanhar, regular e avaliar os setores públicos e privados de educação, bem como ratificou a necessidade da gestão democrática em todas as instituições de ensino do País – tema que também foi contemplado nas plenárias do Eixo II (Qualidade da Educação, Gestão Democrática e Avaliação), além da questão da autonomia e controle social e avaliação da educação.

A responsabilidade do Estado em relação à expansão e oferta de vagas no Ensino Superior público foi uma dos destaques da Plenária do Eixo III (Democratização do Acesso, Permanência e Sucesso Escolar), estando a CONTEE à frente da emenda que defendeu a ampliação desse processo a fim de estancar a ampliação desordenada do setor privado de má qualidade e péssimas condições de trabalho para os seus profissionais, além do pouco comprometimento dessas instituições com pesquisa e extensão.

No Eixo IV (Formação e Valorização dos Profissionais de Educação), a importância da formação de qualidade para os professores foi um dos destaques. Itens como a dedicação exclusiva e formação inicial presencial foram aprovados. Já no Eixo V (Financiamento da Educação e Controle Social), a CONTEE apoiou emenda que vincula 50% dos créditos advindos da exploração da camada Pré-Sal para a educação – entre outras propostas que tratavam da regulação do setor privado e do investimento da educação pública.
(fonte: www.contee.org.br)

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