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8 de janeiro de 2010

A grande descoberta

Pesquisa mostra como os alunos da terceira idade que voltaram para a universidade foram "despertados" para múltiplos saberes pelo uso da tecnologia

artigo publicado na revista Ensino Superior, edição de Dezembro de 2009


Escrevo-te estas maltraçadas linhas, meu amor, para dar notícias sobre ...". Assim começavam muitas cartas escritas no século passado e que demoravam dias para chegar até o seu destino. Hoje, com o advento da informática e das novas tecnologias, as distâncias foram encurtadas e basta um clique ou alguns segundos para que quaisquer informações, notícias ou fotos cheguem a qualquer lugar do mundo.

A geração nascida neste universo dos ícones, das imagens, dos botões e das teclas navega com tranquilidade nesta era e utiliza as ferramentas disponíveis com uma desenvoltura de quem vive quase num filme de ficção científica. A outra, nascida naquela época do envio de cartas, convive de forma conflituosa com as rápidas e complexas mudanças tecnológicas.

E esta é uma população que tem crescido a cada ano, graças ao aumento da expectativa de vida, consequência de uma condição de vida melhor. São tantos os aparatos tecnológicos que os idosos sentem-se perdidos neste novo contexto. Quando o assunto é o computador, a dificuldade é ainda maior, de acordo com a pesquisa Idosos no Brasil realizada pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc, por meio do Departamento Nacional e do Departamento Regional de São Paulo, em 2007. Atualmente, a inclusão social passa também pela chamada inclusão digital e, neste campo, há muito a realizar, pois apenas 10% dos idosos afirmam usar o computador. Dentre eles, apenas 3% declaram usá-lo sempre e 7% o fazem ocasionalmente. Em relação à internet, ocorre algo semelhante: apenas 4% a utilizam, sendo que somente 1% o faz constantemente.

Além disso, os idosos, em sua maioria, sentem-se inseguros com relação ao computador, têm medo de errar, de estragar a máquina, de ficarem perdidos no ambiente desconhecido. Mas, à medida que vão se familiarizando com a linguagem, receios e inseguranças vão sendo superados.

Partindo desse cenário de diversas mudanças que vêm ocorrendo na sociedade, como a globalização e os avanços das tecnologias de comunicação e informação, a professora Kely Cristina Pereira Vieira percebeu o surgimento de um novo público para as instituições de ensino: as pessoas da terceira idade e suas consequentes dificuldades em prosseguir nos estudos. Neste contexto, Kely desenvolveu a pesquisa O impacto do computador na vida dos universitários da terceira idade, dissertação de mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, feita pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e defendida em setembro. (...)

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