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28 de dezembro de 2010

Desafios do governo Dilma na educação

O portal G1 faz uma série de reportagens especiais analisando os desafios que o próximo governo da presidenta Dilma enfrentará. A primeira reportagem da série é sobre Educação.
Desigualdades regionais e falta de capacitação docente são obstáculos. Série do G1 analisa os principais desafios do próximo governo federal.

Aos 70 anos, o produtor rural Milton Matias, de Guaribas (PI), resolveu voltar à sala de aula. “Tive dois meses de escola na infância e parei por falta de oportunidade”, afirma.

Para o agricultor, a escola ficava muito longe de sua casa, na zona rural de Guaribas. “Hoje tenho saúde e para ir até o colégio não tenho dificuldade.”

Oito anos após ser piloto do programa Fome Zero, bandeira social do governo Luiz Inácio Lula da Silva hoje substituída pelo Bolsa Família, Guaribas permanece símbolo de carências enfrentadas pelo país. Entre elas, os desafios na área de educação.

No início desta década, a cidade ostentava índice de analfabetismo de quase 60% – a média nacional no ano de 1900. Também era lanterna no ranking de anos de estudo: média de apenas 13 meses entre a população acima de 15 anos.

“Há dificuldade em segurar esse pessoal em sala de aula. Eles costumam falar que velho não aprende mais”, afirma Valdir Maia, secretário de Educação de Guaribas. Segundo ele, o analfabetismo na cidade está hoje em torno de 20% – não há dados oficiais atualizados.

Apesar de avanços recentes, o Brasil ainda possui 9,7% de analfabetos entre a população maior de 15 anos: 14 milhões de pessoas. “Isso mostra que a alfabetização de jovens e adultos não está cumprindo seu papel. Era para esse índice ter caído mais rapidamente”, opina Jorge Abrahão, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Estudo recente do Ipea apontou a desigualdade como um dos grandes gargalos do país em educação. Grandes diferenças no índice de alfabetização também persistem, por exemplo, entre a população urbana e rural (4,4% contra 22,8%), branca e negra (5,9% ante 13,4%), e das regiões Sudeste e Nordeste (5,5% contra 18,7%).

Um retrato dos problemas na qualidade da educação do país também apareceu em avaliação internacional divulgada neste mês. Embora tenha avançado nos últimos dez anos, o Brasil ficou em 53º lugar entre 65 países que participaram do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

Coordenado pela OCDE (que reúne nações desenvolvidas), o programa avalia estudantes a cada três anos. Em leitura, 49% dos estudantes brasileiros apresentaram o nível mais baixo de aprendizado, índice que chegou a 69% em matemática e 54% em ciências. Na definição da revista inglesa “The Economist”, ocorreram avanços, mas que levaram as escolas brasileiras apenas de “desastrosas” a “muito ruins”.

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21 de dezembro de 2010

Ministério da Educação faz avaliação da gestão 2003-2010

O Ministério da Educação disponibilizou um site onde apresenta um balanço da gestão da educação nos últimos 8 anos.  Utilizando um referencial de "como era" e  "o que foi feito" o MEC traz planilhas, relatórios, indicadores e uma completa prestação de contas dos diversos programas do governo federal.

Vale a pena conferir o site - http://gestao2010.mec.gov.br/

18 de dezembro de 2010

Plano Nacional de Educação tem 20 metas; 20% são ligadas à valorização do professor

O ministro da Educação, Fernando Haddad, entregou na quarta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o projeto de lei do novo PNE (Plano Nacional de Educação) que irá vigorar na próxima década. O documento de 14 páginas estabelece 20 metas a serem alcançadas pelo país até 2020. Cada uma delas é acompanha de estratégias para que se atinjam os objetivos delimitados. Algumas determinações já foram previstas em leis aprovadas recentemente ou fazem parte do PNE ainda em vigor.

Ao menos 20% das metas tratam diretamente da valorização e formação dos profissionais do magistério. Entre elas a garantia de que todos os sistemas de ensino elaborem planos de carreira no prazo de dois anos, que todos os professores da educação básica tenham nível superior e metade deles formação continuada com pós-graduação --com a previsão de licenças para qualificação. O PNE ainda determina que o rendimento médio do profissional da educação não seja inferior ao dos demais trabalhadores com escolaridade equivalente.

O plano inclui metas de acesso à educação infantil, ensino médio e superior. Ele reafirma a PEC (proposta de emenda à Constituição) aprovada neste ano que determina a universalização da pré-escola até 2016 e acrescenta que 50% das crianças de até 3 anos devam ter acesso à creche até 2020, patamar que já estava apontado no atual PNE mas não foi atingido. Hoje, esse atendimento é inferior a 20%.

No ensino superior, o PNE estabelece que 33% dos jovens de 18 a 24 anos estejam matriculados nesta etapa --hoje esse percentual é inferior a 15%, longe da meta de 30% que havia sido estabelecida no plano aprovado em 2001. Considerando toda a população, a taxa de matrícula deverá atingir 50% até 2020. No ensino técnico a matrícula deverá ser duplicada. O plano também determina que se atinja a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Outra meta é que todas as crianças sejam alfabetizadas até os 8 anos de idade e o analfabetismo na população com mais de 15 anos erradicado até o fim da década --essa última também já estava prevista no PNE em vigor, mas a taxa ainda é de 9,7%. A educação em tempo integral deverá ser oferecida em 50% das escolas públicas e os cargos de direção ocupados mediantes critérios técnicos e mérito. Hoje é comum que os diretores sejam indicações políticas das secretarias de educação.

O MEC (Ministério da Educação) também incluiu no documento as metas de crescimento do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que funciona como um termômetro da qualidade da educação. Até 2021 o país deverá atingir média 6 em uma escala de 0 a 10 - em 2009 a nota foi 4,6. Como Haddad já havia adiantado, o plano inclui a meta de investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) na área.

O presidente Lula encaminhará o projeto de lei ao Congresso Nacional que começará a discussão do texto na próxima legislatura. A previsão é que o novo PNE possa ser aprovado até o fim do primeiro semestre de 2011.

METAS

Conheça as metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020:

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no PNE (Plano de Desenvolvimento da Educação)

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. Sete estratégias.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Nove estratégias.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

15 de dezembro de 2010

Palestra: A família no fogo cruzado da educação contemporânea – Julio Groppa Aquino

A relação entre pais e filhos parece ter sofrido mudanças radicais nos últimos trinta anos. E para onde essas mudanças apontam? São essas as questões levantadas pelos polêmico psicólogo Julio Groppa Aquino, que questiona a maneira como pais estão lidando com seus filhos. Um questionamento que produz tantas faíscas quantas aquelas do fogo cruzado da educação.

As novas formas de organização familiar nos estratos urbanos médios (agora múltiplas, heterogêneas e voláteis) parecem não ter encontrado uma contrapartida factível no que se refere aos modos de se relacionar com os mais novos. Assediada por um sem-número de palavras de ordem extravagantes, a família contemporânea encontrará, não raras vezes, uma espécie de colapso ético materializado, por um lado, num acúmulo de intenções impraticáveis e, por outro, na abdicação paulatina do gesto educativo cotidiano.

Palestra promovida pela cpflCultura.

clique aqui para acessar o vídeo.

12 de dezembro de 2010

A Falsa Integração

As vidas de nove alunos com deficiência revela que a escola tradicional não serve - A solução não é apenas ensinar, mas ir além de melhorar os métodos e suportes.
J. A. Aunion - Madrid - Jornal ElPaís


Experiência escolar de meninos e meninas com deficiência (intelectual, fala, audição, visão e movimento) leva professores a advertir que a integração desses alunos em classes regulares não funciona se o único esforço feito é juntá-los na mesma sala de aula com outros alunos.

Clique aqui para ler reportagem completa (espanhol)


9 de dezembro de 2010

Professor ou profissional?

A sala de aula é um campo de atua­ção profissional ou a docência é uma atividade isolada das demais? A questão está no centro da polêmica sobre a legalidade da exigência de registro profissional para professores de instituições do ensino superior. O lance mais recente do debate foi uma liminar concedida pelo juiz Ciro Brandani Fonseca, da Nona Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo, contra a exigência de registro para professores universitários de disciplinas ligadas a profissões regulamentadas pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) do estado.

A decisão da Justiça, assinada no dia 9 de setembro, atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, que ingressou com uma ação civil pública questionando o Crea-SP e o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea) pela cobrança. Autora da ação, a procuradora da República Adriana da Silva Fernandes argumenta que os professores têm sua atividade regulada por regras do sistema de ensino e o trabalho dentro das salas de aula não está sujeito à regulamentação dos conselhos ligados a profissões. A cobrança de registro nesses casos, segundo Adriana, além de ir de encontro à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), fere direitos garantidos pela Constituição Federal.

Na ação, a procuradora enumera o artigo 66 da LDB, que diz que "a preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado". No entendimento do Ministério Público Federal, esse trecho da lei deixa claro que a docência no ensino superior não pode ser considerada uma exclusividade dos graduados em uma área e pode ser exercida por professores que não possuam diploma de graduação no curso, mas que tiveram formação complementar, como mestrado ou doutorado, que os habilita a dar aulas em determinadas disciplinas.

Interesses financeiros
O presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, é categórico em afirmar que o registro para docentes do ensino superior é obrigatório. "A Lei 5.964/1966 (que regulamenta as profissões reguladas pelo Confea) diz que o ensino é considerado uma atividade profissional. É seguindo estritamente a lei que fazemos a exigência do registro."

Crítico ferrenho da exigência de registro para professores universitários, o vice-presidente da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), Paulo Barone, discorda dos conselhos profissionais e diz que as entidades têm exagerado na interpretação das regras para garantir arrecadação com a cobrança dos registros. "A jurisdição dos conselhos profissionais diz respeito ao exercício profissional e não à formação. Ao preparar engenheiros, por exemplo, as universidades estão atuando em uma esfera que não cabe aos conselhos, e sim à legislação educacional", resume.

Melo, do Confea, garante que a briga pelo registro não é motivada por interesses financeiros. "A questão é a defesa dos interesses sociais. Esses professores são os formadores da consciência e da técnica para garantir uma prestação de serviços competente pelos novos profissionais".

LDB x regulamentações
A exigência de registro para docência em instituições de ensino superior é comum em outros casos, em todas as áreas do conhecimento. As entidades de classe quase sempre argumentam que a exigência de registro mesmo para quem não exerce a profissão fora das salas de aula está prevista em suas legislações internas, que na maioria das vezes incluem as atividades de ensino e pesquisa no campo de atuação dos profissionais registrados.

Para o presidente do Conselho Federal de Educação Física (Confef), João Batista Tojam, não é possível definir uma separação clara entre o professor e o profissional, e as atividades dentro e fora das universidades não podem ser consideradas excludentes. "O professor é um profissional da área e é preciso que seja", defende.

Na sua avaliação, alguns atributos fundamentais para a docência, como o conhecimento técnico e a capacidade de diagnóstico, estão relacionados diretamente com exercício profissional, por isso a atividade do magistério não pode ser isolada das demais.

Paulo Barone, do CNE, discorda. "Não se trata do exercício da profissão, mas do magistério. E a atividade do professor tem outra legislação." O conselheiro argumenta que a LDB se sobrepõe às legislações profissionais e cita ainda o Decreto 5.773, que regulamenta parte da Lei. No artigo 69, o texto prevê que "o exercício de atividade docente na educação superior não se sujeita à inscrição do professor em órgão de regulamentação profissional".

O Confea diz que o decreto é um instrumento normativo com valor menor que uma lei e portanto não interfere na prática do conselho.

"O decreto comete um engano", acrescenta Tajom, do conselho de educação física. Segundo ele, no caso das áreas de saúde, o debate sobre a legalidade da cobrança do registro profissional está sendo feito no Conselho Nacional de Saúde, mas ainda não há uma posição definitiva e nem clareza sobre a validade de uma decisão do órgão sobre a esfera do ensino superior no país.

Debate pode acabar nos tribunais superiores Pela lei, controvérsias ligadas aos serviços de fiscalização das profissões regulamentadas devem ser esclarecidas no Judiciário Federal. A decisão liminar da Justiça Federal em São Paulo pode embasar outras decisões e chegar aos tribunais superiores. Na liminar, o juiz Ciro Brandani Fonseca considerou que a exigência de registro para docentes universitários configura uma "prática da improbidade" e reafirmou a separação entre o ensino e as atividades profissionais.

Não há previsão de data para o julgamento do mérito da ação. Uma jurisprudência definitiva sobre o impasse só poderia ser determinada pelo Superior Tribunal de Justiça ou o próprio Supremo Tribunal Federal. Segundo Marcos Túlio de Melo, do Confea, o conselho ainda não foi intimado pela Justiça, mas a entidade vai recorrer. Melo diz que o conselho está disposto a debater o tema com educadores e profissionais, mas considera a Justiça a instância ideal para deliberar sobre a polêmica.

7 de dezembro de 2010

Brasil está entre países que mais evoluíram em educação na última década

Agência Brasil

O Brasil está entre os três países que alcançaram a maior evolução no setor educacional na última década. É o que apontam os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2009, divulgados hoje (7).

A prova é aplicada a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. No ano passado, participaram 65 países.

O Brasil ingressou no Pisa em 2000. Desde então, a média entre as três provas – considerando os resultados em leitura, matemática e ciências - subiu de 368 para 401 pontos. Nesse mesmo período, apenas dois países conseguiram melhorias superiores aos 33 pontos alcançados pelo Brasil: Chile (mais 37 pontos na média) e Luxemburgo (mais 38 pontos). Na média, os países-membros da OCDE ficaram estagnados de 2000 a 2009, sem avanços.

O Brasil estabeleceu metas de melhorias no Pisa, como as que já existem para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para 2009, o objetivo era atingir 395 pontos, o que foi superado. Em 2021, o país precisa alcançar 473 pontos, média dos países da OCDE.

Na avaliação do ministro da Educação, Fernando Haddad, os resultados desmontam a teoria de que o Brasil estaria sempre em defasagem em relação aos países desenvolvidos, já que somente em 2022 atingiria níveis semelhantes na avaliação. “O mundo está estagnado do ponto de vista da qualidade [da educação]. Embora alguns países da OCDE tenham melhorado, outros pioraram e, na média, ficaram estagnados. Em educação sempre há espaço para melhorar, mas o mundo desenvolvido está com dificuldade em fazer a sua média subir”, afirmou.

Para Haddad, o “pior momento” da educação brasileira foi no início da década, entre 2000 e 2001, quando o país ocupou a lanterna no ranking do Pisa. Segundo o ministro, essa tendência está revertida e parte dos avanços se deve às mudanças no sistema de avaliação do país, especialmente a criação do Ideb em 2005 que atribui e divulga nota para cada escola pública.

“Não tenho dúvida que isso impactou muito favoravelmente, mexeu com a educação no Brasil. Em 2006, quando divulgamos pela primeira vez os resultados por escola, informamos diretores, professores, passamos a fazer formação [de professores]. Estamos só colhendo os resultados dessa percepção de que a aprendizagem estava afastada do cotidiano da escola”, afirma Haddad. O maior crescimento - de 17 pontos - se deu no último triênio (2006-2009), destacou o ministro.

Haddad ressaltou que a escola não pode se ocupar somente dos resultados em avaliações, mas não pode esquecer que está formando alunos que “precisam ter proficiência nas disciplinas básicas. “A educação não se reduz a isso, os testes padronizados são importantes, mas não esgotam a questão. A educação transcende esses testes, mas a avaliação é um elemento que estava faltando na cultura escolar”, apontou.

O relatório da OCDE também destaca a criação do Ideb como ação importante para a melhoria dos resultados e aponta o Brasil como exemplo a ser observado por outros países com baixa proficiência.

“O país investiu significativamente mais recursos em educação, aumentando os gastos em instituições de ensino de 4% do PIB [Produto Interno Bruto] em 2005 para 5% em 2009, alocando mais recursos para melhorar o salário dos professores. Também gastou o dinheiro de forma mais equitativa do que no passado. Recursos federais agora são direcionados para os estados mais pobres, dando às escolas recursos comparáveis aos que são disponibilizados nos mais ricos”, diz o relatório, em referência ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), criado em 2006.

Apesar de melhoria, Brasil ainda ocupa posições finais em ranking internacional de educação

Apesar de ter melhorado sua participação no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) na última década, o Brasil ainda ocupa os últimos lugares no ranking entre os 65 que fizeram o exame em 2009. Os alunos brasileiros ficaram em 53º em ciências e português e em 57º em matemática.

A prova é aplicada a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. No topo do ranking, considerando a média entre as três disciplinas, está a província de Shangai (577 pontos), na China, que por ser autônoma participa do Pisa de forma independente. Em seguida vêm Hong Kong (546), a Finlândia (543), Cingapura (543) e o Japão (529).

Os países-membros da OCDE atingiram em média 496 pontos – 95 a mais do que o Brasil. Na lanterna estão a Albânia (384 pontos), o Catar (373), Panamá (369), Peru (368) e Quirziquistão (325). Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o fato de o Brasil ainda ocupar posições finais no ranking não significa que o país está entre os piores do mundo em educação.

“Não é o mundo que participa do Pisa, mas o mundo desenvolvido. Praticamente não existe nenhum país com Pisa melhor que o do Brasil que não tenha uma renda per capita muito superior à nossa, com exceção da Tailândia. Nós estamos no grande jogo da política educacional”, defendeu.

De acordo com Haddad, em 2000 os alunos brasileiros tinham o pior resultado em todas as disciplinas. Entre os países da América Latina e do Caribe, em 2009 a média do Brasil ficou atrás da do Chile (439 pontos), Uruguai (427) e México (420), mas superou a da Argentina (396), Colômbia (399) e do Peru (368).

2 de dezembro de 2010

Os desafios da educação

Coluna Econômica - http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-desafios-da-educacao

O Movimento "Todos pela Educação" nasceu no dia em que Roberto Jefferson chacoalhou os alicerces da República. Um grupo de empresários e jornalistas sentiu que precisava ser feito alguma coisa. E decidiu fundar esse movimento, com a intenção de criar indicadores de acompanhamento da educação no país.

O movimento ganhou adesões importantes na sociedade civil e no setor privado, conseguiu o endosso do Ministro da Educação Fernando Hadddad, encorpou e se tornou um fórum importante de discussões sobre educação.

Hoje em dia, é presidido pelo empresário Jorge Gerdau e conta no seu conselho de governança alguns dos maiores empresários brasileiros.

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Ontem, divulgou seu relatório "De Olho nas Metas 2010", decupando dados do Ministério da Educação e da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio). Duas conclusões saltam à vista, uma boa, outra ruim. A boa é a constatação do enorme avanço ocorrido nos últimos anos. A ruim, o fato de, em termos absolutos, a educação brasileira ainda estar em níveis sofríveis.

O aluno brasileiro sai-se melhor em português, mas provavelmente refletindo o que aprende conversando em casa; sai-se muito pior em matemática, mostrando a incapacidade da escola em ensinar.

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A conclusão mais forte do trabalho é acerca dos efeitos das disparidades de renda sobre o desempenho dos alunos. São gritantes as diferenças de desempenho entre alunos de famílias que ganham menos de um salário mínimo e aquelas do topo da pirâmide. Assim como entre estados pobres e estados mais ricos.

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A fim de nortear seus levantamentos, o movimento criou metas de desempenho para os estados. Analisou a curva de desempenho nas três últimas avaliações e estimou de quanto deveria ser agora para que em 2022 alcançasse o padrão de desempenho da OCDE (o conjunto das nações mais desenvolvidas).

Depois, mediu o desempenho dos alunos em quatro situações: no caso do ensino fundamental, o aprendizado de matemática e língua portuguesa no 5º e no 9º ano. No ensino médio, o desempenho nas duas matérias no 3º ano.
Nenhum dos estados da federação conseguiu atingir todas as metas.

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No Ensino Fundamental, apenas quatro dos vinte estados avaliados superaram as metas em língua portuguesa e matemática: Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

No Ensino Médio, as metas foram alcançadas por sete estados – Paraíba, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

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A partir das análises, o movimento definiu cinco metas para 2022.
A primeira, de 98% ou mais das crianças de 7 a 14 anos nas escolas.
A segunda, de toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos de idade.
A terceira, 70% dos alunos com aprendizado adequado à sua série.
A quarta, de todo aluno com Ensino Médio concluído até os 19 anos de idade.
A quinta, aumento e melhoria da gestão do investimento em educação.

27 de novembro de 2010

O aquecimento no mercado de trabalho não eleva a evasão entre os estudantes

Diferentemente do que se imagina, o aquecimento no mercado de trabalho não é um fator importante para elevar a evasão entre os estudantes de ensino médio brasileiros. Essa foi uma das conclusões da pesquisa "Os determinantes do fluxo escolar entre o ensino fundamental e o ensino médio no Brasil" --realizada por pesquisadores da FGV (Fundação Getulio Vargas) a pedido do Instituto Unibanco.
"Não encontramos correlações estatisticamente significantes entre fluxo escolar e aquecimento do mercado", afirmou o pesquisador André Portela Souza. O estudo em si não traz explicações para esse resultado, mas há algumas hipóteses.

Uma delas é que, com o mercado aquecido, o jovem percebe a importância de ter uma boa qualificação --e, portanto, de continuar estudando-- para conseguir um salário mais alto no futuro. Outra possibilidade é que, com o aumento da renda familiar, o adolescente seja mais estimulado pelos pais a não trocar os estudos por um trabalho em tempo integral --e, poder assim, contribuir mais fortemente com a renda familiar.
O trabalho usou dados da Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que não permitem determinar se os estudantes que continuaram na escola estão trabalhando ao mesmo tempo, em outro período do dia.
Outro resultado encontrado pelo trabalho foi que o fato de o aluno ser aprovado ou não ao final do ano deixou de ser tão importante em sua decisão de continuar os estudos de ensino médio. Entre os anos de 2008 e 2009, do total de alunos aprovados, 97% se mantiveram na escola. Entre os não aprovados (parcela que inclui reprovados e estudantes que deixaram o colégio e depois retornaram), 94% se mantiveram estudando.
Os principais determinantes para a aprovação e continuação dos estudos são as características individuais e familiares do jovem. O maior sucesso nos dois casos se dá entre mulheres, que não estão atrasadas em seus estudos, que têm pais com alta escolaridade e moram com ambos e, ainda, cuja escola é de qualidade.
O Instituto Unibanco também encomendou uma pesquisa complementar à da FGV para determinar a relação entre o desempenho no ensino fundamental e posterior abandono no ensino médio.
A principal conclusão é que o baixo desempenho dos alunos no ensino fundamental é muito ligado à evasão no ensino médio. A pesquisa "Relação entre abandono escolar no ensino médio e desempenho escolar no ensino fundamental" foi feita apenas com base no Saresp, exame de português e matemática obrigatório nas escolas da rede estadual paulista.
Outro fator que se mostrou importante foi o atraso nos estudos. Quanto maior a distorção entre a idade do aluno e a série em que ele está, maior a probabilidade de ele largar a escola, após ingressar no ensino médio.

fonte: Folha.com

22 de novembro de 2010

Professoras ensinam a deixar aula de matemática sem tédio

Muitos alunos costumam olhar torto para boa parte das disciplinas escolares. Porém, a campeã de lamentações fica para as Ciências Exatas, especialmente a Matemática. Muitos alunos se perguntam: "No que usarei tantos números em minha vida?". Não ver a utilidade da matéria prejudica o aluno. Então, como contornar o problema?

As professoras Ana Firpo e Cândida Alves têm várias soluções para a questão. Elas são autoras do livro de Matemática da coleção Cem Aulas Sem Tédio. A ideia de fazer a obra veio a partir de uma atividade realizada no Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, sobre o salário mínimo. A lição mexeu com os estudantes, que estudaram também a história da medida e de quanto valia o salário quando foi criado. "A gente sempre contextualiza o conteúdo", explica Ana sobre o segredo de suas aulas atraentes.

Um trabalho interdisciplinar com outras matérias pode ser um truque muito útil. Ana lembra-se de um projeto com os professores de artes, com os quais os alunos fizeram mosaicos. "Procuramos aliar propostas", afirma a professora, já que os mosaicos são adequados para estudar polígonos.

"Os alunos acham que a Matemática está bem distante da vida, mas não é verdade", considera. Uma das maneiras é trazer o tema para dentro do cotidiano deles, como é o caso da mesada. Nesta aula, os estudantes tiveram que listar todos os gastos e avaliar as consequências de guardar certas quantias. Outro exercício, esse relacionado a paralelas e transversais, foi propor que os estudantes fizessem uma maquete com as ruas de parte do seu bairro.

Entre as 100 atividades do livro, são contempladas aulas de diversas áreas da Matemática. De álgebra, são trabalhados áreas e perímetros. "Relacionamos, por exemplo, a área dos menores países do mundo aos parques de Porto Alegre", conta. A aritmética está em quase todas as atividades, já que tem a ver com números em geral, mas Ana destaca as lições sobre frações, tratadas em receitas de culinária. Ali a turma aumenta ou reduz a receita, trabalhando aspectos de proporcionalidade. Na geometria, atividades como a dos mosaicos são bem-vindas.

Apesar do esforço em tornar as aulas atraentes, no começo as professoras sofriam resistência por parte dos alunos quando elas propunham lições menos tradicionais. "Por que eu tenho que fazer isso?", era uma pergunta frequente, especialmente quando eles eram obrigados a ler um texto antes de começarem os cálculos. "A Matemática também precisa de interpretação", argumenta Ana. Mas ela explica que agora eles já internalizaram a necessidade da leitura antes do exercício. "Ainda assim, é um trabalho árduo até hoje", diz.

A professora lembra que não dá para fugir das aulas tradicionais, tão necessárias para a explicação dos conteúdos. Porém, além de deixar o ambiente descontraído e os alunos interessados, a proposta é mais que isso. "Pode-se desenvolver no estudante algumas habilidades. Ele aprende a se posicionar, a criticar, o que sempre é positivo".

Fonte: Terra

10 de novembro de 2010

Crianças e Internet: desafios e oportunidades na sociedade da informação

Com o crescente acesso da população mundial, em especial da juventude, às tecnologias da informação e das comunicações (TICs), suas conseqüências positivas e negativas para as crianças têm atraído a atenção não apenas de pais e educadores, mas também, dada a característica intrinsecamente internacional da Internet, de gestores públicos e organizações internacionais. Assim, sob o epíteto “child on line protection”, o tema tem sido objeto de intensos debates no Fórum de Governança da Internet (IGF), entre outros eventos relevantes para a sociedade da informação.

Para contribuir com este debate, o Ministério das Relações Exteriores (Divisão da Sociedade da Informação – DI), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO – Escritório de Representação no Brasil) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)”, apoiados pela Secretaria de Direitos Humanos (SEDH) e o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), realizarão, em 16 de novembro de 2010, o Seminário “Crianças e Internet: desafios e oportunidades na sociedade da informação”.

O evento terá como objetivo estabelecer um debate abrangente sobre as oportunidades e os riscos associados ao uso da Internet por crianças e adolescentes, bem como sobre as ações que podem ser tomadas para maximizar as primeiras e minimizar os segundos, buscando assim contribuir para a formulação da política externa brasileira sobre o tema e das respectivas políticas públicas no País.

SEMINÁRIO
“Crianças e Internet: desafios e oportunidades na sociedade da informação”
Data: 16 de novembro de 2010, das 9h às 18h
Local: Palácio do Itamaraty, Auditório Wladimir Murtinho (subsolo), Brasília
Inscrições gratuitas, pelo e-mail dsi@itamaraty.gov.br (informe nome e telefone).

PROGRAMA

9h a 9h30
ABERTURA: COMPROMISSOS DAS ENTIDADES ORGANIZADORAS COM A PROTEÇÃO DE CRIANÇAS NA INTERNET

Glaucia Silveira Gauch
Diretora do Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Itamaraty

Vincent Defourny
Representante da UNESCO no Brasil

Carmen Silveira de Oliveira
Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente

9h30 a 12h30
RISCOS E OPORTUNIDADES DA INTERNET PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: METODOLOGIAS E RECOMENDAÇÕES

Moderador: Pedro Dória
Editor-Chefe de Conteúdos Digitais do Grupo Estado

O programa “EU Kids Online”
Brian o’Neill
Chefe de Pesquisa do College of Arts & Tourism do Dublin Institute of Technology

O exercício e a proteção dos direitos das crianças na Internet
Carmen Silveira de Oliveira
Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente

Análise do tema a partir da perspectiva da ética na sociedade da informação
Guilherme Canela
Coordenador do Setor de Comunicação e Informação do Escritório da UNESCO no Brasil

O projeto “Youth and Media”
Priscillia Kounkou Hoveyda
Divisão de Comunicação do UNICEF

14h a 16h
O USO DA INTERNET POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES: DIAGNÓSTICO E DESAFIOS

Moderadora: Fernanda Mena
Editora do Folhateen, caderno da Folha de S. Paulo

Internet, socialização de crianças e adolescentes e a função familiar
Rosely Sayao
Psicóloga e colunista do jornal Folha de S. Paulo

Diagnóstico e desafios no Brasil
Thiago Tavares
Presidente da Safernet

Internet e desenvolvimento infantil: a questão do consumo
Isabella Henriques
Coordenadora Geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana

As crianças brasileiras e a Internet: conclusões da pesquisa “TICs Crianças 2009”
Alexandre Barbosa
Gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (CETIC.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (NIC.br)

16h a 18h
RECOMENDAÇÕES PARA MINIMIZAR RISCOS E MAXIMIZAR OPORTUNIDADES DAS CRIANÇAS NA INTERNET

Moderadora: Cora Rónai
Jornalista de O Globo

Conhecimento, cultura e participação: o exercício de direitos na Internet
Marília Maciel
Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio

Articulando soluções na América Latina: o Memorando de Montevidéu
Carlos Gregorio
Instituto de Investigacion para la Justicia (Argentina)

Davi Ulisses Brasil Simões Pires
Diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça

O papel das empresas
John Burchett
Diretor de Políticas Públicas da Google para a América Latina

5 de novembro de 2010

Livro de Monteiro Lobato não será censurado

Um clássico da literatura quase foi banido das escolas públicas do país. Algumas frases que aparecem na história "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, foram consideradas preconceituosas.

Jornal da Globo News

31 de outubro de 2010

2010: o ano em que a democracia chegou aos brasileiros

fonte Blog André Forastieri

Em 2006, o número de brasileiros que liam jornal e revistas de informação estava na faixa dos 15 milhões. Eram os famosos “formadores de opinião”, na teoria gente com alguma informação, e capacidade de discutir propostas e defender posições.

Em novembro de 2006, o Brasil tinha 14,4 milhões de usuários de internet. Hoje somos 68 milhões. O número de pessoas que leem jornais e revistas caiu um pouco, mas não importa. Todo mundo que está na internet está lendo as notícias, se informando, debatendo - e fazendo várias outras coisas também. O número de formadores de opinião quintuplicou em quatro anos.

E a própria internet mudou nesse período. Não tínhamos Twitter e Facebook, agora temos. YouTube existia, mas a banda larga era bem mais rara e cara, então a gente via muito menos vídeos. O Orkut tinha 12 milhões de usuários em 2006; hoje são 40 milhões de brasileiros na maior rede social do país. O usuário hoje faz mais na internet. E faz em turma. Passamos cada vez menos tempo sozinhos em frente ao computador.

Principalmente, conversamos. Só o Twitter tem mais de oito milhões de participantes. É mais que a circulação de todas as revistas nacionais de informação somadas.

Eleição sempre foi mais animada na mesa do bar, no balcão da padoca, no almoço do domingão. A eleição de 2010 foi uma grande conversa de boteco entre 75 milhões de brasileiros. Pela primeira vez, o debate incluiu mais da metade dos eleitores. Saiu da sala de visita, foi para o resto da casa, inclusive o quarto da empregada. Quem é o novo formador de opinião, comparando com o velho? É uma turma mais jovem, mais religiosa, menos branca, menos abonada, mas ascendendo. É a famosa nova classe C, que cresce financeiramente, socialmente, intelectualmente.

Não é o grupo social mais beneficiado pelos oito anos de governo Lula - este seria os 1% mais ricos da nação, que ficaram muito mais ricos nos últimos dois mandatos. Nisto, nosso presidente foi idêntico aos seus antecessores.

Mas os novos formadores de opinião são a força social mais poderosa do Brasil de 2010. E ela se fez ouvir, via internet. Por isso, 2010 ficará marcado como o ano em que tivemos a eleição mais democrática que este país já viu. Quem fala de recorde de baixarias de lado a lado tem memória curta - eleição para presidente é sempre na base da canelada mesmo. O que está em jogo é a chave do maior cofre do país, um dos maiores do mundo. Vale tudo, ou quase.

A impressão de bagunça foi porque houve muito mais gente discutindo, propondo, esculhambando, às vezes se estapeando, tudo virtualmente. Em vez de uns poucos canais de TV, jornais e revistas, na mão de poucos, repercutindo entre poucos, tivemos 75 milhões de brasileiros no comando do debate.

Resultados? Um vídeo queimando o filme de Dilma foi o campeão de visualizações no YouTube - foi visto mais de 800 mil vezes. Outro em que Dilma defende o aborto foi visto 204.247 vezes. “Entenda como e por que Serra afundaria o Brasil” foi visto 229.156 vezes. No Twitter, algumas notícias da campanha chegaram à lista de Trending Topics - repercutiram mundialmente.

Qualquer site, comunidade, Twitter virou central de informação. Os noticiosos, os partidários, os engraçados. Eu mesmo fiz campanha pela abstenção, e dei meus pitacos, neste blog e no Twitter, onde - por razões que me fogem - quase 5.000 pessoas me seguem. Quem em sã consciência me contrataria para comentarista político? Ninguém, espero. Mas no mundo novo, qualquer um tem um palanque. O único candidato presidencial que percebeu o novo cenário com clareza, e teve liberdade para se espalhar, foi justamente o que menos tinha a perder: o mais velho de todos, Plínio de Arruda Sampaio. Seduziu muita gente, principalmente universitários.

A sacanagem rolou solta. O melhor exemplo foi a bolinha de papel na cabeça de Serra. Quatro anos atrás, o jogo de cena do candidato, de ir para o hospital fazer exames, seria reportado de maneira “imparcial” pelos veículos de imprensa. No mundo novo, o que aconteceu foi que caiu na internet o vídeo mostrando a bolinha de papel quicando na careca de Serra. Sua “denúncia contra a violência dos petistas” gerou ridículo.

Dois dias depois um esperto tinha feito um novo game, Jogue a Bolinha de Papel na Cabeça do Serra, e milhares jogavam. Serra caiu vários pontos por causa disso.

A internet foi usada principalmente para atacar candidatos, para ridicularizar campanhas, para avacalhar com debates insípidos? Se foi mesmo, isso é ótimo. Democracia não é bater palmas para programas de governo medíocres e campanhas dirigidas por pesquisas de opinião.

Democracia é debate informado, e se em altos brados, na rua, melhor. Se nenhuma ideia “positiva” repercutiu pela internet, é porque as ideias foram todas genéricas, os programas de governo dos três principais candidatos foram 90% iguais. Marina Silva, a suposta grande novidade, disse o quê de eletrizante? Nada.

O candidato que melhor soube usar a combinação de TV-internet para comunicar efetivamente sua mensagem - e tinha uma mensagem real, de rejeição à empulhação - foi o deputado federal mais votado do país, Tiririca. Se você ama a democracia, defenda o mandato de Tiririca.

A eleição foi um circo? Foi e daqui para frente, sempre será. O destino do Brasil não será mais decidido em salas fechadas, em conchavos, ou nos bairros ricos. Agora o espetáculo é público, e quem quiser se meter em política terá que enfrentar palhaços e leões, em uma lona que comporta quase o país inteiro.

Nesta eleição, demos um salto em direção ao futuro. Em 1985, nos livramos do regime militar. Em 1989, ganhamos novamente o direito de eleger um presidente. Mas 2010 será lembrado como o ano em que a democracia finalmente chegou à maioria dos brasileiros - por tudo acima, e pela lei da Ficha Limpa, que só foi aprovada por pressão da sociedade.

Em 2014, estarão na internet não pouco mais que a metade, mas a quase totalidade dos eleitores brasileiros. Nossos “formadores de opinião” terão se multiplicado por dez, em dez anos. A política determinada exclusivamente pela elite se foi e não voltará. Não temos só novos consumidores, mas novos cidadãos, e eles querem mais. Vão conseguir.

30 de outubro de 2010

Conselho de Educação quer banir livro de Monteiro Lobato das escolas

O Globo.com

O livro "Caçadas de Pedrinho" de Monteiro Lobato, um dos maiores autores de literatura infantil, pode ser barrado nas escolas públicas. Segundo o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) a obra é racista. A alegação foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE e foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. O parecer do CNE será avaliado pela Secretaria de Educação Básica e a decisão final cabe ao Ministério da Educação (MEC). O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE).
Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada "quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".

Publicado em 1933, o livro de Monteiro Lobato, um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira, narras as aventuras da turma do Sítio em busca de uma onça-pintada. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.

Um dos trechos da obra que sustenta a argumentação do CNE diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão". Outro diz: Não é a toa que macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens." De acordo com Nilma Lino Gomes, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autora do parecer, o livro deve ser banido das escolas ou só poderá ser adotado caso a obra seja acompanhada de nota sobre os "estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".

Clique aqui e leia mais sobre o assunto

26 de outubro de 2010

Banalização da homofobia na escola

Escolas banalizam atos de homofobia, avalia educador
Terra Magazine


A sequência de suicídios de adolescentes homossexuais nos EUA, que motivou a participação do presidente Barack Obama em uma campanha de combate ao bullying - termo em inglês usado para descrever agressões físicas ou psicológicas, ocorridas reiteradamente, sem motivação aparente - contra jovens gays, levanta o debate sobre a homofobia nas escolas.

Para aferir o problema na realidade brasileira, um estudo qualitativo foi desenvolvido no ano passado, em instituições de ensino das redes municipal e estadual de 11 capitais, localizadas nas cinco regiões. Os resultados da pesquisa, iniciativa de organizações não governamentais (ONGs) com o apoio do Ministério da Educação, serão apresentados nesta terça-feira (26), em São Paulo.

O trabalho faz parte do projeto Escola sem homofobia e tem, entre suas propostas, contribuir para a implementação do Programa Gênero e Diversidade Sexual nos colégios, conhecendo a percepção de alunos e professores a respeito da discriminação de homossexuais no âmbito escolar.

Coordenador do Corsa, entidade de defesa dos direitos de LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e mestre em educação, Lula Ramires, que atuou no processo de coleta de dados durante a pesquisa, afirma que as instituições de ensino, em geral, não estão preparadas para lidar com a diversidade sexual. Segundo ele, predomina uma visão conservadora, que pouco retrata as transformações sociais ocorridas nos últimos anos.

Lula ressalta ainda que é comum ver atos de preconceito contra homossexuais são banalizados.

- Como educador, como pesquisador, como militante que trabalha nessa área, o que eu vejo é que a homofobia ainda não é percebida como um problema. Então, quando alguém faz uma piadinha, uma chacota, dá um empurrão é considerado como uma brincadeira.

Confira a entrevista.

Terra Magazine - Recentemente, houve uma série de suicídios de adolescentes homossexuais, vítimas de bullying, nos Estados Unidos. Como é a realidade brasileira em relação a esse problema?
Lula Ramires - Nós, do Corsa, nunca recebemos nenhum pedido de ajuda de alguém que estivesse em processo de cometer suicídio. Acompanhei alguns poucos casos pela internet. Nos EUA, há pesquisas que mostram que as tentativas de suicídio entre jovens LGBT são de quatro a cinco vezes maiores do que entre adolescentes heterossexuais. As pessoas falavam: "Ah, no Brasil deve ser a mesma coisa". Não estou dizendo que não seja. Mas temos alguns fatores culturais no Brasil que fazem com que o suicídio não seja uma coisa tão comum.

Mas a homofobia é um problema presente no ambiente escolar brasileiro?
Como educador, como pesquisador, como militante que trabalha nessa área, o que eu vejo é que a homofobia ainda não é percebida como um problema. Então, quando alguém faz uma piadinha, uma chacota, dá um empurrão é considerado como uma brincadeira.

Quando você fala que a homofobia não é percebida como um problema, está se referindo à postura dos educadores em relação à questão?
Eu diria pela sociedade em geral e, consequentemente, pelos educadores.

Então, na sua opinião há uma permissividade em relação à homofobia?
Exatamente. Mas antes de a escola ser homofóbica, ela é heteronormativa. O que eu quero dizer com isso? O padrão, o modelo com o qual a escola trabalha o tempo inteiro é o da relação heterossexual convencional. A família que eu chamo de "Doriana". O pai de paletó, gravata, que acorda sorridente e a mãe serve o café, o suco de laranja, vem o cachorro, as crianças. No fundo, a escola ainda trabalha muito com essa imagem.

Quem foge desse padrão...
Quem foge desse padrão se sente inferior e é cobrado, o tempo inteiro, por não seguí-lo. Mesmo que hoje as pesquisas mostrem que um terço das famílias não cumprem esse modelo. São avós que criam netos, padrinhos que criam afilhados, casais do mesmo sexo... Ou seja, você tem uma multidão que não está dentro desse padrão familiar.
A gente está vendo agora, na campanha eleitoral, a existência de um modelo, que é muito forte, ainda que na prática não seja cumprido. Para mim, o maior problema da escola hoje é ainda trabalhar com um modelo que está em erosão. Não é um modelo que eu possa dizer que não vigora mais, porque seria tolice da minha parte dizer isso. Esse questionamento, que é anterior a você pensar a questão da diversidade sexual, a escola não faz.

Para você, há um certo despreparo dos professores para lidar com a questão da diversidade sexual?
A grande maioria diz que não teve essa discussão na faculdade, ou seja, na sua formação inicial. Então, temos essa lacuna. Fazer essa discussão sobre as relações de gênero é algo que passou muito longe do currículo deles. Essa é uma primeira questão.
Em segundo lugar, temos sempre que lembrar que os professores de hoje são de uma geração anterior a de seus alunos, mas também são professores que estão vivenciando uma transformação social, que vivem sob a influência da revolução sexual dos anos 60.
Há uma série de transformações que vão acontecendo, mas que vão chegando à escola muito lentamente. A escola tem um conservadorismo no sentido sociológico da palavra. Ela tem como função manter a ordem. Em muito poucos casos, questiona essa ordem, transforma essa ordem. Isso não quer dizer que a escola não tenha, em alguns aspectos, um lado crítico, de tentar buscar outras possibilidades. O problema da escola é que ela tem sido refratária às mundaças, quando deveria ser, não a propulsora, mas questionadora. "Isso que está aqui é bom ou deve ser mudado?"

Você diz que a escola é um ambiente conservador...
A escola, na minha opinião, é um campo de muito conservadorismo, mas há também o lado da resistência, da inovação.

No caso da diversidade sexual, uma postura mais conservadora da escola implica em quais conseqüências?
Quando você pensa do ponto de vista da homofobia, uma escola que se mantém presa à visão rígida do que é masculino e do que é feminino necessariamente vai encarar quem desvia desse modelo como alguém transgressor. Isso é uma coisa que as crianças, desde pequenas, vão pegar no ar. Quando dois meninos, de 5, 6 anos, se desentendem por causa de um brinquedo e um deles chama o outro de mulherzinha, o que um está dizendo para o outro? Há a ideia de que acusar o outro de mulher é uma ofensa, é demérito.
Um adulto conservador vai rir, não vai questionar. É isso que estou te falando. Essa visão conservadora de masculino e de feminino, que cria dois universos incomunicáveis... Se eu não jogo futebol, não pratico esportes violentos, se eu gosto de artes, literatura não sou tão homem quanto alguém que gosta de musculação, que é considerado o garanhão. São os estereótipos que têm um poder muito forte.

Como, em geral, manifesta-se o bullying contra adolescentes homossexuais nas escolas brasileiras?
O que eu sinto que ainda acontece é um bullying muito marcado pela cobrança de uma masculinidade mais agressiva. Então, o menino que não se comporta dessa maneira é taxado de "viadinho, boiola, gayzinho".

Isso é frequente nas nossas escolas?
Com certeza. Por outro lado, o que tenho visto, com base na minha experiência como militante e acadêmico, é que as pessoas que se assumem ganham uma respeitabilidade. Na minha pesquisa de mestrado, entrevistei oito adolescentes. Um dos meninos, num determinado momento, durante uma aula de ciências sobre sexualidade, ele resolveu assumir que era gay.
Isso se espalhou pela escola. Ele contou que, quando passava pelo pátio, um grupo de meninos o chamou e perguntou se era verdade. E os meninos falaram: "Pô, cara, você é muito macho por ter assumido". Acho essa fala sintomática, porque ela valoriza as pessoas que são autênticas, mas, ao mesmo tempo, dizer "você é macho", cobra uma das coisas da masculinidade, que é ser valente.
Essa é ambiguidade que estamos vivendo hoje. Nas nossas escolas, estamos vivendo um momento em que isso está se tornando uma coisa tranquila. Alguém diz que é gay, lésbica... Bacana, com tanto que não venha dar cantada, não ultrapasse as fronteiras. É uma aceitação que poderíamos chamar de "antisséptica". Eu aceito, mas passa alcóol gel antes de chegar perto de mim.

Mesmo com todo conservadorismo, para você, a sociedade brasileira aceita mais a diversidade sexual do que a norte-americana, por exemplo, onde o bullying é tão violento que leva ao suicídio?
Não sei. Se você comparar com 10, 20 anos atrás, a situação está melhor. Conseguimos conquistas no sentido da valorização da diversidade, mas, no campo da individualidade, tentamos controlar o outro para que ele seja igual a nós mesmos. Para uma parcela da sociedade, que não é tão pequena quanto a gente gostaria, os homossexuais não merecem nem existir. Quando você pensa nos assassinatos de homossexuais, travestis, crimes com requintes de crueldade... Uma coisa é eu brigar com você e você me dá um tiro e, por um acaso, eu sou gay. Outra coisa é, porque sou gay, você me dá 50 facadas, arranca meus olhos, me degola, ou seja, produz uma morte violenta e humilhante.
Isso é bastante comum. Temos entre 150 e 200 assassinatos desse tipo por ano no Brasil. Não é brincadeira. É estarrecedor. Muitas vezes, as pessoas não percebem a correlação entre uma piadinha e um assassinato de homossexual. Um alimenta o outro. A matéria prima é a mesma, não aceitar e não respeitar aquele que é diferente de mim.

Fala um pouco sobre a pesquisa ¿Escola sem homofobia¿, da qual você fez parte.
Os resultados serão divulgados nesta terça. Eu participei da coleta de dados em São Paulo. O projeto previa elaboração de material para escolas, capacitações e pesquisa qualitativa. Começou no início de 2009 e teve participação das ONGs, Reprolatina, Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e transexuais, da Pathfinder do Brasil... Foi financiada e supervisionada pelo MEC.

Em linhas gerais, o que foi apreendido a partir do estudo?
A escola liga no piloto automático e nem imagina ou supõe que vai haver algum aluno ou professor ou algum funcionário que não seja heterossexual.
Quando essas coisas vem à tona, muitas vezes, são motivos de chacota e de agressão. Em alguns casos, há escolas que não admitem esse tipo de violência. Outras fecham os olhos e dizem:"Isso não é comigo."



Leia esta notícia no original em: Terra - Brasil
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4756078-EI6594,00.html

22 de outubro de 2010

A tecnologia resolve?

O excesso de informação também causa ansiedade no jovem, por isso é preciso pensar em como lidar com o conhecimento simultâneo

Orkut, Facebook, Twitter e outras infinidades de redes sociais são cada vez mais comuns no ambiente de aprendizagem. A internet revolucionou a forma como os alunos estudam e aprendem, mas será que ela está atendendo às necessidades do ensino e aprendizagem? "As novas tecnologias nos permitem personalizar a educação. No entanto, o professor ainda está preso a modelos antigos. Sabendo que um currículo não serve para todos, temos de buscar uma educação sob medida para cada aluno", acredita o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Fredric Michael Litto.

Para o diretor de marketing universitário da Pearson, Laércio Dona, está na hora de refletir sobre a maneira de ensinar. "Será que está de acordo com o novo perfil do aluno? Porque ele mudou muito de anos para cá. O jovem hoje é muito mais conectado e interativo, enquanto a sala de aula continua igual, pouco diferente do que era há 30 anos. Existe hoje um gap (deficiência) entre o ensino e o dia a dia do aluno", comenta.

A professora do Centro Universitário Fieo (Unifieo) de Osasco, Andrea Aparecida Moraes Fernandes de Freitas, também concorda que é preciso focar mais o aluno e suas diferenças relacionadas à forma de aprendizagem. "Damos aula para um todo, mas nem todos são iguais. A gente tem de perceber essas diferenças na turma e buscar uma aula diferente", afirma.

No entanto, a doutora em educação Evelise Maria Labatut Portilho, autora do estudo sobre diferentes tipos de aprendizagem, alerta que apenas utilizar recursos tecnológicos não basta. "Vejo como mais uma das possibilidades de se expandir o conhecimento. Agora, não se pode correr o risco de ficar no superficial, já que a quantidade de informação não garante a aprendizagem."

Teresa Jordão, que trabalha com formação de professores e com a integração da tecnologia como ferramenta pedagógica, reforça que houve uma mudança no perfil dos alunos que frequentam hoje o ensino superior. São os nativos digitais. "Baseados nas características desses alunos, temos de pensar na mudança que a educação precisa ter. Deve se investir na formação do professor, não para o uso técnico de tecnologia, porque usá-la é simples, mas sim para o uso pedagógico".

Nos Estados Unidos, já são inúmeros os impactos positivos da tecnologia na educação e, cada vez mais, os professores vêm aproveitando os benefícios da internet. "Essas ferramentas têm de fato uma grande importância no processo de ensino e podem ajudar os alunos. Sempre há tempo para os professores que ainda não aprenderam a usufruir dos benefícios começarem a utilizá-los", diz Raquel Cubas, consultora da Pearson eCollege.

"Os professores devem entender que há melhores maneiras de fazer o que eles já vinham fazendo com a ajuda da tecnologia, mas eles ainda são temerosos e, por isso, precisam ser treinados", avalia Adam Black, especialista em tecnologias de aprendizagem da Longman.

O estudante Leandro Chamalle, do curso de sistema de informação da Universidade Federal de São Carlos, também defende uma reformulação no jeito de se dar aula. "O professor deve utilizar as ferramentas da tecnologia a seu favor e não contra ele. Hoje, por não conhecer, ele tem medo e acaba recusando-a", diz.

18 de outubro de 2010

Simpósio de Estudos e Pesquisa da Faculdade de Educação/UFG


INSCRIÇÕES ABERTAS
Com submissão de trabalho(s): 15/09 a 22/10/2010
Sem submissão de trabalho(s): 15/09 a 09/11/2010

O Simpósio de Estudos e Pesquisas é o principal evento da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás. Iniciou-se em 1991 e, hoje, atinge âmbito nacional, superando a média de 1000 inscritos. Consolidou-se como um espaço efetivo e abrangente de apresentação e discussão de estudos e pesquisas nas Ciências Humanas, com destaque para a educação e a psicologia.

Nesta XIX edição do Simpósio escolhemos o tema Conhecimento e Modernidade: Novos e Velhos Desafios, propondo-nos debater acerca da produção do conhecimento científico no âmbito das ciências humanas na modernidade. Pretende-se expor e discutir as tendências de investigação que desde a passagem do século XIX para o século XX têm orientado a análise das relações entre indivíduo, sociedade e educação e seus projetos de formação humana considerando, especialmente, as tensões geradas pelas novas perspectivas de pesquisa que, num sentido amplo, situam-se no espectro da chamada pós-modernidade.

site do evento clique aqui

11 de outubro de 2010

Educação pelo Mundo

O novo estigma
por Luisa Leme, de Nova York

O que são escolas boas, ruins e como melhorá-las? Quem acompanha o noticiário sobre educação nos Estados Unidos hoje percebe que há um frenesi generalizado para obter essas respostas. O presidente Barack Obama é um dos que se arriscaram a buscar uma alternativa. Sua nova política educacional está alicerçada em dois programas: o Race to the Top, competição entre estados por recursos financeiros em que aqueles que apresentarem a proposta mais inovadora para melhorar o desempenho acadêmico recebem mais verba; e o School Improvement Grant (SIG, Bônus para a melhoria das escolas, em português), que prevê a repaginação das escolas de baixa performance acadêmica no país.

Os estados de Tennessee e Delaware ganharam a primeira rodada do Race to the Top e 36 outras unidades da federação submeteram propostas para a segunda fase do programa este ano. Os 18 finalistas, entre eles Arizona, California, Rhode Island, Maryland e Nova York, esperam ganhar parte dos US$ 3,4 bilhões de dólares que serão distribuídos pelo governo federal a partir de setembro.

Para executar a tarefa do SIG, o governo Obama aposta no fechamento ou reconfiguração de escolas e na demissão de professores cujos alunos não obtêm resultados satisfatórios. No ano passado, cada estado fez uma lista com as suas piores escolas e enviou-a ao governo federal. Para receber a verba, o distrito escolar deve possuir pelo menos uma escola que apresente resultados acadêmicos não satisfatórios por mais de dois anos. A quantia de dinheiro recebida por eles varia e muitos já foram aprovados. No ano letivo iniciado em setembro, mais de 20 estados, como Minnesota, Nova Jersey, Texas e Washington D.C., começam a aplicar as medidas exigidas pelo governo federal para serem beneficiados.

Os efeitos dessas novas políticas começam a ser sentidos. Em julho, a capital federal, Washington D.C., registrou a demissão de 226 professores considerados ruins pela nova avaliação docente. Batizada de "Impacto", ela congrega as notas dos alunos e visitas a salas de aulas por diretores e especialistas não ligados às escolas. O sistema, implementado no último ano letivo, avaliou professores da rede durante um ano. As demissões coincidem com os primeiros resultados. Os profissionais considerados "altamente eficientes" terão suas práticas multiplicadas em outras escolas. Os "ineficientes" foram demitidos. A rede justifica a medida como necessária para garantir que todo estudante tenha chance de ter um bom desem pe nho acadêmico.

Segundo o Departamento de Educação do governo federal, há quatro opções para que os estados recebam os fundos do School Improvement Grants, e, consequentemente, realizem a reforma escolar. O modelo turnaround (recuperação) promove a troca do diretor e reconfigura a escola a partir de uma triagem de todos os professores. Apenas a metade deles é recontratada. Recebem formação continuada e passam a ter de trabalhar mais horas dentro da escola. O modelo restart (recomeço) fecha a escola e reabre a instituição como uma escola charter, administrada por um grupo privado que a gerencia. O modelo transformation (transformação) troca o diretor, reforma currículo, aumenta o tempo de aula e também oferece cursos de desenvolvimento profissional para os professores. A quarta opção é fechar a escola e mandar os alunos para outras instituições com melhor desempenho acadêmico.

Experiências multiplicadas
Não é a primeira vez que esses modelos serão aplicados no país. Eles são oriundos da experiência de redes que já haviam reconfigurado suas escolas. A cidade de Nova York é pioneira nesse caminho. Em 2002, quando a prefeitura ganhou maior controle sobre a rede municipal, eliminando conselhos de pais e redistribuindo distritos na cidade, Joel Klein, chanceler escolhido pelo prefeito Michael Bloomberg, começou a fechar escolas que não tinham bom desempenho acadêmico.

Nos últimos oito anos, o Departamento de Educação de Nova York fechou 91 escolas e abriu ou reabriu 335 novas escolas públicas e 81 escolas charter. Na maioria dos casos, as novas escolas eram menores, com novas administrações e, muitas vezes, um grupo de professores completamente novo, que assumiu as aulas no mesmo prédio da escola que foi fechada. As escolas também ganharam currículos novos, com foco em ecologia, leis e direitos civis. Os novos diretores passaram a controlar o orçamento e o currículo, além de ter poder para contratar e demitir professores sem autorização do Departamento de Educação.

Os resultados
Em contrapartida, a rede municipal ficou responsável pela qualidade das escolas. O departamento passou a usar relatórios anuais de progresso para cada uma. A composição dos relatórios leva em conta os seguintes indicadores: 60% do total advêm do progresso acadêmico dos estudantes em testes estaduais de matemática, artes e inglês no ano anterior; 25% da performance dos alunos nos mesmos testes no ano em questão; 15% vêm do resultado de pesquisas com pais, alunos e professores sobre o ambiente da escola. A avaliação agrega esses fatores e dá uma nota de F a A para cada escola da cidade. As escolas que recebem notas altas recebem mais recursos. Já aquelas com nota D ou menor passam por um período de reavaliação e enfrentam reformas que podem resultar em fechamento.

Essas mudanças afetaram drasticamente as condições dos docentes da rede municipal. As escolas estão cada vez mais suscetíveis a processos de fechamento e a demissões. Os professores sentem na pele as mudanças. Quando a cidade de Nova York decide fechar uma escola, eles podem ser considerados excedentes e, consequentemente, perder seu cargo na rede. Assim, ficam à disposição da rede municipal. Podem se transferir para outra escola, por meio de um mercado interno criado pelo Departamento, o open market, ou procurar novas oportunidades profissionais fora da cidade. A reportagem de Educação buscou retratos de professores que viveram esse processo para entender as novas configurações da carreira docente e os caminhos encontrados por eles para voltar à sala de aula.

Um professor excedente
Em junho de 2008, pouco antes das férias de verão, L.R., professor de ciências sociais de Nova York, foi avisado de que se tornaria um professor excedente. Sem entender bem o que isso significava, foi informar-se. Entrou na nova categoria porque havia perdido seu emprego na escola em que trabalhava. Apesar de ficar desempregado, continuaria na folha de pagamento do Departamento de Educação - há mais de mil professores nessa situação na cidade. Eles se tornaram excedentes porque suas escolas foram fechadas por baixa performance ou por falta de recursos financeiros. No caso de L.R., o motivo para ter se tornado excedente foi outro: a queda no número de matrículas na escola em que lecionava. Isso aconteceu por conta de sucessivos resultados ruins nas avaliações promovidas pelo Departamento de Educação. Logo após receber a notícia, entrou no site "mercado aberto", do Departamento, e tentou encontrar vagas fora do município. As tentativas foram em vão. L.R. conta que outros colegas da mesma escola também se tornaram excedentes. Alguns acabaram ficando na mesma escola. Outros acabaram desempregados.

Como L.R. começou o ano letivo de 2008-2009 sem turmas, ficou à disposição do departamento para trabalhar eventualmente. Em pouco tempo, recebeu um comunicado administrativo que o enviou a uma nova escola, localizada no bairro do Queens. "A carta deveria ter sido entregue pelo meu antigo diretor, na minha escola, mas os papéis foram perdidos e eu só recebi a notícia quando a nova escola começou a indagar o porquê da minha ausência", conta. A administração e professores de sua nova unidade foram organizados e gentis. Entretanto, depois de duas semanas de adaptação, ele foi chamado novamente pela primeira escola que o dispensara. "Acharam uma maneira de me encaixar no orçamento e me informaram que eu teria uma disciplina para ensinar. Quando eu voltei, percebi que as condições eram muito estranhas", relata.

L.R. recebeu novas tarefas e responsabilidades na sua volta. Tornou-se responsável por um programa de atividades extracurriculares no contraturno. Com isso, passou a entrar 40 minutos depois do normal - o objetivo era honrar o contrato firmado entre o sindicato e o Departamento de Educação, que previa não mais de seis horas e 20 minutos por dia. Também recebeu duas disciplinas não obrigatórias para lecionar: uma sobre leis, e aulas de inglês com o departamento de educação especial, para o qual ele não tinha licença para lecionar. Tudo isso com a promessa de voltar a lecionar ciências sociais no semestre seguinte.

Dois dias antes de o novo semestre começar, L. R. recebeu um aviso de que, mais uma vez, iria para o quadro de excedentes. Assumiu tarefas normalmente realizadas por funcionários administrativos, como a supervisão do almoço dos alunos e distribuição de vale-transporte. Três semanas depois, recebeu mais disciplinas para as quais não tinha licença para ensinar. Segundo o docente, a escola afirmou que ele não era considerado excedente - era simplesmente um professor sem disciplinas. "Esse status nem existe de acordo com o Departamento de Educação de Nova York", desabafa.

Em abril do ano passado ainda tentou um emprego estável em outra escola. "Adoro ensinar, mas não poderia lidar com outro ano de tanta confusão", diz. Em julho de 2009, finalmente conseguiu ser admitido em um colégio novo e menor de ensino médio no Queens.

A carta cor-de-rosa
O professor James Eterno teme um futuro como o de L.R. Ele ensina ciências sociais há 24 anos na Jamaica High School, no Queens, em Nova York. É o representante da United Federation of Teachers (UFT , União Federal dos Professores) na instituição. Sua maior preocupação hoje é evitar que o colégio feche e que 85 professores, ele incluso, percam o emprego.

A escola de James faz parte de um grupo de 19 escolas que o Departamento de Educação resolveu fechar em janeiro deste ano. A decisão foi revogada em julho, após o sindicato ter entrado com um processo judicial. O Departamento apontou três razões para o fechamento: baixa demanda de alunos, falta de progresso no desempenho acadêmico e baixa performance dos estudantes no ano em questão. Em 2007, o órgão chegou a enviar uma carta aos pais, afirmando que aquela era uma escola "persistentemente perigosa". Na ocasião, 200 alunos se desligaram da Jamaica High School.

A queda nas matrículas não parou ali. Em 2009, a escola tinha 400 alunos matriculados na 1ª série do ensino médio. No ano letivo seguinte, esse número caiu para 40 alunos. Por causa disso, 21 professores receberam um comunicado cor-de-rosa que os classificou como excedentes. Mas o status desses docentes no site do Departamento permanece como ativo. "Esses professores estão passando as férias de verão no escuro. Não sabem o que vai acontecer, não tiveram qualquer confirmação depois das negociações entre o sindicato e o departamento", diz James. Já os 40 alunos que se matricularam no 1º ano do ensino médio não sabem onde vão estudar, se a escola realmente fechar.

A instituição é conhecida pelo atendimento de alunos imigrantes e provenientes de famílias de baixa renda. Segundo James, 30% dos alunos têm necessidades especiais - uma categoria que as escolas novas não podem aceitar nos dois anos consecutivos a sua abertura. Quando pensa na Jamaica High School fechada, o professor faz uma pausa. Se a escola fechar, ele provavelmente receberá uma carta cor-de-rosa. "Se perdermos essa luta, vou sobreviver. Mas será um insulto ter de montar meu currículo e procurar emprego após 24 anos. Quando uma unidade do Corpo de Bombeiros fecha nessa cidade, os bombeiros veteranos não têm de procurar emprego. São convidados a comandar outras unidades. Não há esse respeito com os professores veteranos em Nova York", finaliza.

8 de outubro de 2010

Cartilha Navegar com Segurança

A internet é um ambiente democrático, dinâmico e sem fronteiras, que disponibiliza um verdadeiro universo de informações e possibilidades de comunicação ao alcance de um clique. Mas, assim como o “mundo real”, a internet não está livre de riscos.

Dessa forma, é necessário entender a dimensão pública desse espaço, acompanhar e orientar a utilização da internet pelas crianças e adolescentes, prevenindo a incidência de violações de direitos humanos e crimes como o abuso sexual on-line e a pornografia infantojuvenil na web.

Como primeira iniciativa de intervenção direta nesse cenário, a Childhood Brasil lançou a cartilha Navegar com Segurança, reunindo dicas e informações importantes para que pais, educadores e responsáveis assumam uma postura proativa na prevenção. Escrita com linguagem direta e de fácil compreensão.


Para baixar cartilha clique aqui

4 de outubro de 2010

III Seminário Interdisciplinar de Graduação e Pós Graduação


A Faculdade Araguaia promove o III SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR da Graduação e Pós-Graduação, com o tema FORMAÇÃO, COMPETÊNCIAS E TRABALHO. Esse seminário tem como objetivo reafirmar a importância da integração, além de criar um espaço de reflexão sobre a formação inicial e continuada e as competências para atuar e manter no mercado de trabalho.

Será realizado no dia 23 de outubro de 2010, na Unidade Centro, da Faculdade Araguaia. Será um dia de palestra, mesa redonda, minicursos e apresentação de trabalhos sobre uma temática estudada minuciosamente por coordenadores das áreas afins.

 Programação clique aqui

25 de setembro de 2010

E aí, já escolheu seu Deputado?

Estamos vivendo dias difíceis. Estamos diante da escolha mais importante das nossas vidas. Precisamos escolher nossos deputados. E olha, isso não é fácil. Temos um cardápio bastante variado. Defensores dos cães, dos avestruzes, dos feirantes, dos aposentados, dos pecuaristas, dos evangélicos, dos católicos, das donas de casa, dos sem teto, sem terra…

Considerando que todos irão trabalhar muito e resolver os problemas que mais nos afligem, aparentemente qualquer escolha será a escolha “aparentemente” ideal. Mesmo para quem tem necessidades muito específicas como: alguém que vá brigar para acabar com os “rapas”. E ele existe! Enfim podemos ficar tranqüilos porque sempre haverá uma boa alma zelando e brigando por nossos interesses, sejam eles quais forem.

Mas na campanha pela TV é assim. Existem soluções fáceis para tudo e todos. Os problemas são sempre simples e as propostas… Bem as propostas, são maravilhosas. Aumentar salários, diminuir os impostos, melhorar a saúde, a educação, acabar com a violência… E o melhor de tudo – TODOS SÃO HONESTOS!

Acusações também sobram aqui e ali e acolá. Vai de a gente acreditar. Não vale pesquisar em outros meios. Tem que decidir pela TV. Resumindo, a campanha na TV parece ter uma única utilidade: deixar os brasileiros tranqüilos. Todos os candidatos são ótimos e irão construir um país ainda melhor.

Nessa hora me pergunto: Onde vocês estavam na hora do mensalão, das sanguessugas, da negociata da reeleição, das privatizações… Onde vocês estavam? Talvez perdidos em alguma floresta tropical. Ou quem sabe trancados em alguma repartição publica federal. Ou ainda quem sabe foram raptados por alguma nave alienígena.

Brincadeiras a parte, sugiro a cada brasileiro que antes de escolher seu deputado pesquise muito. Saiba sobre a vida, trajetória política e sobre a história desse candidato/cidadão. Não se engane a escolha do deputado é essencial para o país e o estado. São eles que legislam, fiscalizam e manejam o orçamento. Se não foi bom, Mude. Se não te agradou, escolha outro.

Vai uma dica. Acesse o site Transparencia.org.br, lá a ONG Transparência Brasil colocou à disposição o histórico dos candidatos à câmara dos deputados. Você terá acesso completo às ações dos deputados, leis e projetos por eles apresentados, seus votos em projetos importantes, inquéritos, despesas de gabinete, bens declarados e casos de corrupção.

No mais procure ser mais critico, investigativo e atuante na escolha do seu deputado. Até porque o corrupto, o ladrão, não chega sozinho as assembléias e a câmara. Alguém votou nele.