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30 de novembro de 2009

Fórum mundial defende cooperação entre trabalhadores

“Outro mundo não é possível, é necessário”. A frase dita pelo filósofo Leonardo Boff é o prólogo da Carta do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica encerrado nesta sexta-feira, 27, em Brasília. O documento é um resumo do que o evento, com público de 15 mil pessoas, trouxe para as discussões de educação e de formação profissional nas mais diversas áreas. Em suma, o texto defende a união em detrimento da concorrência entre os trabalhadores.

A carta defende a criação de um novo paradigma mundial, fundamentado não no mercado de trabalho, mas em “laços de cooperação, de interação e de partilha”. Nos cinco dias em que Brasil recebeu o fórum mundial, pessoas de mais de 16 países trocaram experiências e levantaram propostas para construir uma formação profissional capaz de “trazer o resgate e a superação de direitos negados”.

Marco do Fórum Mundial, o julgamento da anistia política de Paulo Freire é também citado no documento. No último dia 26, o Estado brasileiro pediu desculpas oficiais pela perseguição política que fez ao educador. À viúva de Freire, foi dada a maior indenização que a lei permite, de 450 salários mínimos. A anistia do educador foi recebida com lágrimas por sua viúva e pelo público de três mil pessoas que lotaram o auditório principal do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

A agenda estabelecida pela carta prevê compromissos públicos, como aumentar o alcance da educação profissional e promover ações que reconheçam na ciência e na tecnologia instrumentos fundamentais para uma melhor educação. O Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica foi realizado, pela primeira vez, em Brasília, de 23 a 27 de novembro. O evento é um desdobramento dos fóruns Social Mundial e Mundial de Educação.

Assessoria de Comunicação Social do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica


íntegra da carta de encerramento do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica

28 de novembro de 2009

A "cara" do Ensino Superior no Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep/MEC, divulgaou nesta sexta-feira, 27/11, os dados mais recentes da educação superior no Brasil. O Censo da Educação Superior, realizado anualmente pelo Inep, coleta informações sobre as instituições de educação superior (IES) em suas diferentes formas de organização acadêmica e categorias administrativas; os cursos de graduação presenciais ou a distância; os cursos seqüenciais; as vagas oferecidas; as inscrições; as matrículas; os ingressos e concluintes, além de informações sobre as funções docentes.

O Censo da Educação Superior 2008 revelou aspectos importantes da atual situação da educação superior brasileira, como o crescimento da entrada de estudantes. Em 2008, 1.936.078 novos alunos ingressaram no ensino superior, 8,5% a mais em relação a 2007. No total, o número de matrículas em 2008 foi 10,6% maior em relação a 2007, com um total de 5.808.017 alunos matriculados em cursos de graduação presencial e a distância.

Ensino superior tem quase 1,5 milhão de vagas ociosas, 98% está nas particulares
O crescimento do número de matrículas no ensino superior entre 2007 e 2008 não acompanhou a expansão das vagas. Em todo o país, foram registradas 1.479.318 vagas não preenchidas de acordo com informações do Censo da Educação Superior, divulgado hoje (27) pelo Ministério da Educação (MEC).

De acordo com a secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Bucci, o fenômeno ocorre porque, durante o processo de autorização de um curso, as instituições pedem mais vagas do que de fato desejam oferecer. “O processo de autorização era muito lento. A tendência é que a instituição não precise mais fazer esse 'estoque' de vagas.”

As instituições privadas respondem por 98% dessas vagas. Entre 2007 e 2008, o aumento de vagas ociosas foi de 10%. Apesar de alto, ainda é menor do que o registrado no período anterior, de 13%. O relatório aponta que é preciso analisar as razões para um número tão grande de vagas desocupadas, pois “a oferta deve refletir a capacidade instalada do setor para atender à demanda por cursos de graduação”.

A secretária acredita que é preciso ampliar as fontes de financiamento para que a população de baixa renda que ainda está fora do ensino superior possa ter acesso a essas vagas ociosas. “O Fies [Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior] está sendo reformulado para que tenha um melhor aproveitamento, hoje ele é usado em grau muito menor do que poderia.”

Outro dado apresentado pelo censo é o índice de conclusão de curso. Pouco mais da metade dos estudantes (57,3%) conseguiu se formar. A taxa de conclusão foi calculada pela razão entre o número de concluintes de 2008 e os ingressantes de 2005.

As menores taxas de conclusão registradas em 2008 são de instituições privadas: 55,3%. Entre as públicas o índice é de 65%, chegando a 67% na rede federal.

Fonte: Agência Brasil



Quase 75% dos universitários brasileiros estudam em instituições privadas
Em 2008, havia 5.080.056 alunos matriculados em cursos superiores no Brasil, 4,1% a mais do que em 2007. O setor privado ainda responde pela maior parte das matrículas: 74,9% dos alunos estão em cursos particulares, enquanto 25,1% estudam em instituições públicas.

Para a secretária de Ensino Superior do MEC, Mari Paula Bucci, há um processo de expansão generalizado, tanto no setor público quanto no privado. Ela acredita que os programas do governo federal para aumento do número de vagas em universidades públicas só terão efeito nos próximos anos.

“O grande crescimento do Reuni [Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais] deve ocorrer em 2009. O importante é que o ensino público também está se expandindo e se interiorizando”, disse.

No ano passado, 1.936.078 alunos ingressaram no ensino superior, 8,5% a mais do que o registrado em 2007. No ensino presencial, entretanto, houve uma redução no crescimento do número de novos estudantes. Cerca de 1,5 milhão de alunos se matricularam em instituições de ensino superior, um aumento de 1,6% em relação aos dados de 2007. Mas, em anos anteriores, esse aumento chegou a 7,2%.

As informações são do Censo da Educação Superior de 2008, divulgado hoje (27) pelo Ministério da Educação (MEC). De 2007 para 2008, foram criados 1,2 mil cursos, um aumento de 5,2%.

As instituições privadas também respondem pela maioria dos cursos: 17 mil, de um total de 24 mil. No entanto, o material divulgado pelo MEC destaca que o maior crescimento relativo foi nas instituições federais, que apresentaram um aumento de 6,8% no número de cursos na passagem de 2007 para 2008.

Das 2.252 instituições de ensino superior em funcionamento no país no ano passado, 90% eram particulares e 10% públicas, incluindo universidades federais, municipais e estaduais.

Fonte: Agência Brasil



SAIBA MAIS SOBRE O CENSO 2008


Resumo Técnico
Apresentação do Censo 2008 (INEP)
Sinopse estatística da Educação Superior 2008

26 de novembro de 2009

Apenas 40% das escolas do país têm acesso ao serviço de coleta de esgoto

Dados são de estudo da Fundação Getúlio Vargas. No país, escolas de BH e Vitória são as que têm maior acesso.

Enquanto o número de lares conectados à rede de esgoto chega a pouco mais da metade dos domicílios brasileiros, só 40% das escolas brasileiras têm acesso ao serviço de coleta de esgoto.

Os dados são de estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Trata Brasil, com base no censo escolar entregue pelas 197 mil escolas brasileiras em 2008.

"Nossas crianças frequentam escolas sem acesso a saneamento", lamenta o coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri. Para ele, o mais preocupante é que a falta de saneamento está diretamente ligada ao risco à saúde.

"Enquanto alguns cogitam programas como o 'um computador por criança', inspirado na iniciativa americana OLPC (One Laptop Per Child), propomos a iniciativa 'PDF - uma privada decente por família'.

"Nas escolas brasileiras a falta de rede de esgoto é mais intensa que os demais serviços públicos, como rede de abastecimento de água, com alcance de 63%; energia elétrica (88%); e coleta de lixo (63%).

Ranking

O ranking de instituições de ensino com acesso ao serviço de coleta é liderado por Belo Horizonte (MG), onde quase todas as escolas (99,6%) estão ligadas à rede de esgoto.

Em segundo lugar, aparecem Vitória (ES), com alcance de 98%, e Rio de Janeiro (RJ), com 97%. São Paulo (SP), onde 93% das escolas estão conectadas à rede, aparece em sexto lugar. Nas últimas posições estão Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Porto Velho (RO), onde o porcentual de instituições de ensino com acesso à coleta é de 31%, 15% e 9%, respectivamente.


Da Agência Estado

23 de novembro de 2009

História das Coisas

História das Coisas, versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas. (fonte: http://sununga.com.br/HDC/).

Gostaria de copiar este vídeo? clique aqui

21 de novembro de 2009

A "arte" de fazer a diferença...

Alunos de escolas públicas aprendem uma nova forma de jogar xadrez.

Em Rezende, no sul do estado do Rio de Janeiro, um professor de artes encontrou uma forma didática de ensinar xadrez. Cada aluno é uma peça, neste grande tabuleiro de xadrez humano.


19 de novembro de 2009

Dia da Consciência Negra

700 municípios comemoram o Dia da Consciência Negra
Mais de 700 municípios comemoram amanhã o Dia da Consciência Negra. Em grande parte deles, será feriado ou ponto facultativo na data que homenageia Zumbi dos Palmares, um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão no país.

A decretação de feriado no dia 20 de novembro, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser feita a critério de cada município. O ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, criticou a decisão de alguns tribunais de Justiça, como o de Goiás, de vetar a decretação de feriado.

O governo federal vai promover uma série de atividades para lembrar o Dia da Consciência Negra. O evento principal vai ocorrer em Salvador, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar 30 decretos para a titulação de terras de comunidades quilombolas situadas em 14 estados.

Também será lançado na solenidade o Selo Quilombola, marca que será atribuída aos produtos artesanais desenvolvidos por comunidades remanescentes de quilombos de todo o país, com o objetivo de agregar identidade cultural e valor econômico a essa produção.

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Edson Santos disse que a Abolição da Escravatura, em 1888, não resultou em medidas de inclusão dos negros.

O ministro lembrou que aproximadamente metade da população brasileira é negra. Ele disse que o percentual de negros na Câmara dos Deputados ainda é pequeno, não chega a 5%. Para o ministro, é preciso aumentar a representação da população negra no Parlamento.

Edson Santos destacou que a Seppir elaborou em parceria com o Ministério da Educação um plano para implementação do ensino da cultura afro-brasileira nas escolas, que deverá envolver a qualificação de professores para abordar o assunto em sala de aula.

A adoção do regime de cotas raciais por cerca de 60 universidades em todo o país foi defendida pelo ministro como elemento de combate à discriminação.

Na entrevista, ele também falou sobre pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que mostra a redução da desigualdade entre negros e brancos no mercado de trabalho.

Segundo ele, a renda da população negra está aumentando por conta da política de distribuição de renda do governo, que melhorou a situação das camadas mais pobres da população, em que se concentra a maioria dos negros.

Para o ministro, no entanto, ainda é pouco expressiva, em torno de 5%, a presença dos negros em funções de direção e cargos de gerência, o que indica que é preciso avançar para se ter um país mais igual e isonômico no mercado de trabalho.

Agência Brasil


Veja Mais:
O PRECONCEITO RACIAL E SUAS REPERCUSSÕES NA INSTITUIÇÃO ESCOLA

EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL: REFLETINDO SOBRE AS DIFERENTES PRESENÇAS NA ESCOLA

16 de novembro de 2009

OS DEZ MAIORES DESAFIOS DA EDUCAÇÃO NACIONAL

Em reunião do Conselho Nacional de Educação com o Fórum dos Conselhos Regionais e Municipais de Educação divulga carta com os 10 maiores desafios da Educação Nacional.

1. Universalizar o atendimento público, gratuito, obrigatório e de qualidade na educação infantil, no ensino fundamental de nove anos e no ensino médio.

2. Implantar o Sistema Nacional Articulado de Educação, integrando, por meio da gestão democrática, os Planos de Educação dos diversos entes federados e das instituições de ensino, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, regulamentando o Artigo 211 da Constituição Federal.

3. Extinguir o analfabetismo, inclusive o analfabetismo funcional, do cenário nacional.

4. Estabelecer padrões de qualidade para cada nível, etapa e modalidade da educação, com definição dos componentes necessários à qualidade do ensino, delineando o custo-aluno-qualidade como parâmetro para o seu financiamento.

5. Democratizar e expandir a oferta de Educação Superior, sobretudo da educação pública, sem descurar dos parâmetros de qualidade acadêmica.

6. Assegurar a Educação Profissional de modo a atender as demandas sociais e produtivas locais, regionais e nacionais, em consonância com o desenvolvimento sustentável solidário.

7. Garantir oportunidades, respeito e atenção educacional às demandas específicas de: estudantes com deficiência, jovens e adultos defasados na relação idade-escolaridade, indígenas, afros-descendentes, quilombolas e povos do campo.

8. Implantar a escola de tempo integral na Educação Básica, com projetos político-pedagógicos que melhorem a prática educativa, com reflexos na qualidade da aprendizagem e da convivência social.

9. Ampliar o investimento em educação pública em relação ao PIB, de forma a atingir 10% do PIB até 2014.

10. Valorizar os profissionais da educação, garantindo formação inicial, preferentemente presencial, e formação continuada, alem de salário e carreira compatíveis com as condições necessárias à garantia do efetivo exercício do direito humano à educação.

15 de novembro de 2009

Conferência Nacional de Educação

Este final de Semana participarei da etapa estadual (Goiás) do CONAE. Convido a todos a se informarem mais sobre este importante movimento da educação no Brasil.

video

13 de novembro de 2009

Por que os professores adoecem?

Uma pesquisa de fôlego sobre as condições de trabalho e suas repercussões na saúde dos professores da educação básica, que começou com um levantamento de teses e livros de toda a produção do país nos últimos dez anos, culminou com um livro sobre o assunto. O projeto – encabeçado pela Fundacentro, instituição vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego que promove pesquisas científicas e tecnológicas sobre a saúde dos trabalhadores, e que teve apoio financeiro da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) – contou com a coordenação das professoras Aparecida Neri de Souza e Márcia de Paula Leite, do Departamento de Ciências Sociais na Educação (Decise) da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp. Reúne em mais de 100 páginas o estado da arte a partir de temas como o trabalho docente em números, o mal-estar docente, o estresse emocional, os distúrbios vocais e a síndrome de Burnout. As primeiras conclusões foram categóricas: é preciso conhecer mais as causas que levam os professores a adoecerem, não somente combater as consequências.

Clique aqui e leia artigo completo.

12 de novembro de 2009

Dividir, compartilhar... nunca é demais! - 2

Mais uma prova da importância e da alegria de dividir, compartilhar... Abaixo um email enviado por uma leitora deste blog, a profa. Nidiane ganhadora de um prêmio nacional promovido pelo MEC e onde o Depois da Aula foi um canal desta alegria. "E sobre o "Depois da Aula".. foi exatamente o primeiro blog que li a respeito do prêmio, as inscrições prorrogadas, postado dia 24/09..":

email enviado dia 11/11/2009:

"Também conheço o site Na mira.... adoooooooro!! assim como o de vocês! Como precisamos de sites inteligentes como esses..

e hoje, venho aqui compartilhar com vocês um prêmio conquistado por mim, através da realização do projeto: Reestruturação da Sala de Leitura Álvares de Azevedo.

Inscrevi o projeto no 4º PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL. O prêmio, promovido pelo Ministério da Educação e outras instituições parceiras, seleciona experiências criativas e inovadoras, já realizadas ou em andamento, que contribuam para a qualidade da educação básica. São avaliadas ações pedagógicas de professores de escolas públicas que lecionam em todas as etapas da educação básica, de todas as regiões do país.

Os professores escolhidos receberão R$ 5 mil e as escolas onde as experiências foram ou são desenvolvidas ganharão equipamentos audiovisuais ou multimídia, a critério delas, no valor de até R$ 2 mil. A cerimônia de premiação ocorrerá durante o Seminário Professores do Brasil, que será realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro em Brasília.

No blog da escola álvares e no meu aqui abaixo, na assinatura há mais detalhes do projeto.

Obrigada mais uma vez por acreditarem em nosso trabalho.

Professora Nidiane Latocheski
_______________________
Nidi_Nani Latocheski

http://nanilatocheski.blogspot.com "

A Divulgação dos premiados está no site do MEC, clique aqui e veja

11 de novembro de 2009

Vídeos e materiais educativos sobre nosso Planeta

Uma dica interessante para professores, alunos e pesquisadores das ciências naturais. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC, disponibiliza na rede vídeos e diversos materiais educativos sobre temas variados como: El Niño - La Niña, Movimentos na Atmosfera, Mudanças Climáticas, Mudanças Ambientais Globais, Efeito Estufa, questões climáticas no Brasil e muito mais.

Vale a pena conferir.

Para acessar basta clicar aqui.

10 de novembro de 2009

Dividir, compartilhar... nunca é demais!

Procuro constantemente fazer um acompanhamento da "audiência" do Depois da Aula na Web. Este final de semana tive uma enorme felicidade ao "descobrir" que este site/blog foi indicado num artigo no portal do Jornal Gazeta do Povo, do Paraná.

Na medida que agradeço a prof. Doralice Araújo pela sugestão, recomendo a leitura da artigo onde o Depois da Aula foi indicado. clique aqui

8 de novembro de 2009

Educação Profissional e Formação de Professores

Como costumo fazer disponibilizo os slides do mini-curso que apresentei neste sábado,em evento na Faculdade Araguaia, Goiânia/Goiás. Para acessar basta clicar na imagem abaixo.



7 de novembro de 2009

Sobre escola, professor e governos

Penso ser conveniente estes slides, imaginemos a sua mensagem no contexto em que moramos, trabalhamos e/ou estudamos. Vale a pena a reflexão.

Não se deixe enganar

3 de novembro de 2009

A Ação Docente na Educação Profissional e Tecnológica

"O atual cenário da sociedade contemporânea requer uma Educação Profissional diferente capaz de atender as novas demandas do mundo do trabalho e os anseios sociais dos indivíduos. Conseqüentemente, o professor dessa modalidade de ensino sofre novas exigências para atuar com os seus alunos. Agora além de promover os conhecimentos referentes às profissões que vai desenvolver junto com os seus alunos, ele precisa se ater às questões pedagógicas, sociais, culturais e políticas inseridas no contexto da escola."

Neste sábado, 07 de novembro, vou participar do II Seminário Interdisciplinar da Faculdade Araguaia com o mini curso "Educação Profissional e Formação de Professores".

Divulgo a iniciativa da faculdade e o mini curso e convido a todos os interessados. Lembro que como sempre faço após o mini curso estarei disponibilizando aqui os slides e materiais utilizados.

Maiores informações clique aqui

1 de novembro de 2009

Twitter na escola?

fonte: A Rede, por Sergio Amadeu

O Twitter pode ser uma boa ferramenta para a Educação? Como um nanoblog com 140 caracteres pode apoiar o processo de ensino-aprendizado? O Twitter usado em sala de aula garantirá a múltipla atenção dos estudantes ou simplesmente gerará um processo de dispersão? Quais outras possibilidades de uso educacional do Twitter?

Essas questões são cada vez mais importantes. Isso porque o Twitter não é mais uma atividade de nerds e super-usuários da internet. O Twitter já ultrapassou 1 milhão de participantes, somente no Brasil. A tendência é crescer ainda mais. Além disso, o Twitter permite uma grande versatilidade de uso. Alguns dizem que se presta mais a divulgação de ideias e dicas. Na realidade, o Twitter pode ter usos muito mais variados. Algumas pessoas usam para expressar sentimentos, outras para cobrir eventos e algumas até para denunciar políticas ou políticos que consideram nefastos.

Para aprofundar um pouco as possibilidades de uso do Twitter no ensino formal, traduzi algumas ideias das pesquisadoras romenas Gabriela Grosseck e Carmen Holotescu, que em 2008 escreveram um documento intitulado “Can we use Twitter for educational activities?”, ou, “Podemos usar o Twitter para atividade educaionais?” Gabriela e Carmen exploraram questões pragmáticas sobre o potencial do Twitter como ferramenta educacional, baseando-se em suas próprias experiências. Uma primeira possibilidade é a criação de comunidades de alunos. A ideia é twittar em sala de aula ou fora dela sobre temas de interesse da disciplina.

Explorando a escrita colaborativa, é possível promover atividades de busca de conteúdo na rede e dispor as descobertas para os colegas. Tais buscas podem ser divertidas e as dicussões no próprio twitter podem ser bem proveitosas, mesmo que não sejam realizadas em tempo real. Os alunos podem realizar as suas postagens (twittar), endereçadas aos seguidores do perfil da sua turma, para perguntar e esclarecer dúvidas sobre o tema da pesquisa proposta pelo professor. Também podem refletir conjuntamente sobre a pertinência ou a compreensão coletiva de determinados fatos.

Minha sugestão é trabalhar com as #hashtags ou hashtags, quando se está pesquisando um tema. O processo é bem simples. A turma decide que todos que escreverem sobre aquele tema no início ou no final da postagem coloquem um identificador do assunto, ou seja, uma hashtag. Por exemplo: todo mundo que estiver participando da pesquisa sobre Machado de Assis deve incluir na frase a hashtag #machado. Com isso, depois basta clicar na hashtag para obter as postagens de todo mundo que escreveu algo sobre o autor. Assim, é possível resgatar toda a discussão, dicas, dúvidas e declarações realizadas.

A turma pode, inclusive, usar as postagens feitas no Twitter para editar um blog com um novo ordenamento das informações coletadas. Assim, dá para fazer uma análise crítica de todo o processo e requalificá-lo. A definição do tagueamento ou etiquetagem das postagens pode ser muito útil não só para recuperar informação, mas para definir exatamente o que a turma está procurando. Discutir o nome mais adequado da tag é, em si, um exercício não somente escolar, mas também que ajuda as pessoas a entenderem a importância da web semântica.

De volta às proposições das pesquisadoras romenas, o Twitter serve também para a classe debater com um cientista, personagem ou professor que está em outra cidade. Usando uma hashtag combinada com o convidado, que está à distância, a turma pode transformar o Twitter em “uma sala de conferência”. A dificuldade é coordenar o debate para que não seja uma “gritaria digital”. Mas essa é uma das situações que fazem parte do aprendizado do uso da ferramenta. Depois do debate online, em tempo real, os alunos podem recuperá-lo a partir da hashtag para uma análise posterior mais profunda.

Outro exercício bem interessante e divertido é levar a turma para a sala de internet e combinar que cada um deve imediatamente escrever a continuidade do texto do outro. Mas o tema deve ser aquele que está sendo estudado. Assim, é possível avaliar a compreensão e o desempenho de modo participativo. As sentenças devem fazer sentido para a correta compreensão do problema que está sendo estudado. O professor pode incentivar, postando uma frase ou pergunta inicial e as pessoas têm trinta segundos para escrever, seguindo uma ordem previamente combinada.

Entre as várias possibilidades de uso educacional do Twitter, coloco a do estudo do meio com o uso de celulares que têm câmera fotográfica e envio para o twitpic (http://twitpic.com/) – aplicação que permite expor as imagens que os twitters captaram. Aulas de geografia e jogos narrativos, tais como a história da sua rua ou do bairro, podem ser realizadas pela turma, que irá participar e analisar conjuntamente o processo.

Enfim, o uso do Twitter ou do identi.ca, um microblogging livre, no processo de ensino e aprendizagem, pode melhorar a integração dos alunos e incentivar a autonomia de pesquisa na rede e o compartilhamento de soluções. Sem dúvida, o uso da rede e do próprio nanoblogging em sala de aula pode gerar dispersão e baixo aproveitamento se não for planejado e bem orientado.

Por isso, o professor deve cada vez mais assumir a posição de um navegador experiente. É preciso superar o ensino verticalizado, centrado exclusivamente na hierarquia e encontrar novas formas de aprendizado em rede.


Sergio Amadeu da Silveira é sociólogo, considerado um dos maiores defensores e divulgadores do software livre e da inclusão digital no Brasil. Foi precursor dos telecentros na América Latina e presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação.


Sobre o uso do Twitter na educação veja um artigo norte-americano que relata algumas experiências educacionais.

Acesse aqui artigo original em inglês.

Clique aqui e veja uma versão traduzida pelo Google Tradutor.