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29 de agosto de 2009

A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: vozes de professores da rede pública e privada

Li este artigo publicado na Revista Diálogo Educacinal e gostaria de dividir com vocês. Abaixo o resumo e logo depois o link para o texto completo. Boa Leitura!


Rev. Diálogo Educ., Curitiba, v. 9, n. 27, p. 379-392, maio/ago. 2009
autores: Abdeljalil Akkari, Camila Pompeu da Silva.


Nas duas últimas décadas vimos surgir no Brasil um debate público sobre a necessidade de melhorar a qualidade do ensino na educação básica, em particular no ensino fundamental. Esse debate gira em torno essencialmente de três dimensões: (1) as medidas legislativas favoráveis à reforma do sistema educacional brasileiro que se traduzem pela adoção da LDB (Lei de Diretrizes e Bases); (2) as desigualdades estruturais ligadas aos financiamentos da educação pública e (3) a falta de compromisso dos poderes públicos em favor de uma educação básica. Sem negar a importância dessas três dimensões, nosso trabalho de pesquisa qualitativa está comprometido em explicitar a voz daqueles que não são mais ouvidos sobre o assunto: os professores e os diretores das escolas públicas e particulares. Realizamos 40 entrevistas não diretivas com estes atores da educação básica nos Estados de Goiás, Minas Gerais e Paraná. Estas entrevistas tinham por objetivo determinar o que provoca a qualidade ou a falta de qualidade do ensino, a partir do ponto de vista dos professores e dos diretores. Procuramos, em particular, analisar as escolhas atuais e potenciais dos professores da rede pública no que se refere à escolarização dos seus alunos. Este último ponto parece-nos extremamente importante porque acreditamos que é necessário um retorno das classes médias à escola pública para esperar uma melhoria do ensino público.
artigo completo pdf.

27 de agosto de 2009

O Homem; as viagens...

Num trabalho conjunto com a colega Marilza Suanno do Programa de Pós Graduação em Educação da Faculdade de Educação da UFG construímos um vídeo a partir do poema "O homem; as viagens" do Drummond, onde fazemos uma reflexão sobre a questão da Modernidade X Pós-Modernidade. Aumente o som e veja o resultado desta empreitada abaixo.


24 de agosto de 2009

Avaliação da Aprendizagem: O que? Quando? Como? Por quê?

Para a grande parte dos professores, ou futuros professores, a avaliação da aprendizagem é sempre acompanhada de dúvidas e incertezas e, em muitos casos de incoerências. O professor se encontra diante de exigências internas e externas quanto ao rendimento dos alunos e, por conseguinte à quantificação desse rendimento, ligadas diretamente à reprovação ou aprovação dos mesmos.

Diante deste quadro os atores da escola restringem a avaliação da aprendizagem a um julgamento, a uma classificação, dando um caráter pontual e desvirtuando a sua função. Assim para a escola, os professores e até mesmo os alunos ficam as duvidas: Como avaliar? Porque avaliar? O que e quem deve ser avaliado?

Responder a estas e outras questões, foi um dos objetivos do mini-curso que ofereci na última sexta-feira na Universidade Estadual de Goiás, unidade universitária de Jussara. Aproveito para agradecer a bela recepção que tive e a grande oportunidade de compartilhar da nossa experiência e conhecimento. Segue abaixo os slides e o material de apoio utilizado, inclusive o planejamento da oficina.

Slides clique aqui
Material de apoio clique aqui

22 de agosto de 2009

Mudando o Cenário do Desinteresse pela Aprendizagem em Ciências Naturais

Esta é primeira contribuição dos leitores do Depois da Aula.

Enviado pela Profa. Adriana Rodrigues da Motta Leal, bióloga e professora de biologia a quinze anos, atuando em escolas públicas(estadual e municipal). Atualmente é dinamizadora de Biologia, Ciências e Educação Ambiental no Município de Armação dos Búzios/RJ em um instituto de pesquisas ligado a Secretaria de Educação Municipal.
email: adriana.encaracolada@gmail.com

Ela nos enviou um material utilizado numa oficina desenvolvido nos meses de maio e junho desse ano. Muito legal!

Para acessar o material clique aqui

20 de agosto de 2009

Faca de dois gumes

Um excelente instrumento de comunicação, troca de informação e de promoção do conhecimento, a internet também requer muito atenção e cuidado dos pais, quanto ao seu uso por crianças e adolescentes.

Numa recente pesquisa feita pela companhia de segurança de computadores Symantec , divulgado pela agência de notícias Reuters, identificou os cem principais termos de buscas realizadas entre fevereiro e julho por meio do serviço de segurança familiar OnlineFamily.Norton, que monitora o uso da internet entre crianças e adolescentes. O serviço está disponível em inglês, mas pessoas de todos os países podem usá-lo.

A companhia descobriu que o termo mais popular de busca nessa faixa de público foi YouTube, site de vídeos do Google. A estrela da Internet Fred Figglehorn, personagem de ficção cujos vídeos no YouTube são populares entre crianças, aparece na nona posição entre as principais pesquisas online.

O Google é o segundo termo mais popular e o Yahoo aparece na sétima posição. Enquanto isso, o site de redes sociais Facebook ficou em terceiro e o MySpace em quinto.

Mas as palavras "sex" e "porn" também entraram na lista dos 10 termos mais pesquisados, aparecendo nas quarta e sexta posições, respectivamente.

Outros termos populares incluem Michael Jackson, eBay, Wikipedia, a atriz Miley Cyrus, que interpreta a personagem Hannah Montana em um seriado da Disney, Taylor Swift, Webkinz, Club Penguin, e a música "Boom Boom Pow", da banda Black Eyed Peas.

É sempre importante o alerta que a Internet, como qualquer outra mídia não pode ser deixada livremente para crianças e adolescentes. Cabe sim, sempre, um olhar educativo por pais, professores e instituições educativas.

17 de agosto de 2009

Sobre cotas

Existe uma discussão bastante interessante no nosso país nos últimos anos - Sistema de Cotas. Promovida por inúmeras políticas públicas, sejam elas raciais ou sociais, as cotas acalouram debates.

Quando li o artigo abaixo do jornalista Leadro Fortes vi que tinha um ótimo texto acreca deste assunto, capaz de suscitar uma excelente reflexão.


Somos racistas

Enquanto interessava às elites brasileiras que a negrada se esfolasse nos canaviais e, tempos depois, fosse relegada ao elevador de serviço, o conceito de raça era, por assim dizer, claríssimo no Brasil. Tudo que era ruim, cafona, sujo ou desbocado era “coisa de preto”. Nos anos 1970 e 1980, na Bahia, quando eu era menino grande, as mulheres negras só entravam nos clubes sociais de Salvador caso se sujeitassem a usar uniforme de babá. Duvido que isso tenha mudado muito por lá. Na cidade mais negra do país, na faculdade onde me formei, pública e federal, era possível contar a quantidade de estudantes e professores negros na palma de uma única mão.

Pois bem, bastou o governo Lula arriscar-se numa política de ações afirmativas para a high society tupiniquim berrar para o mundo que no Brasil não há racismo, a escrever que não somos racistas. Pior: a dizer que no Brasil, na verdade, não há negros.

Antes de continuar, é preciso dizer que muita gente boa, e de boa fé, acha que cota de negros nas universidades é um equívoco político e uma disfunção de política pública de inserção social. O melhor seria, dizem, que as cotas fossem para pobres de todas as raças. Bom, primeiro vamos combinar o seguinte: isso é uma falácia que os de boa fé replicam baseados num raciocínio perigosamente simplista. Na outra ponta, é um discurso adotado por quem tem vergonha de ter o próprio racismo exposto e colocado em discussão. Ninguém vê isso escrito em lugar nenhum, mas duvido que não tenha ouvido falar – no trabalho, na rua, em casa ou em mesas de bares – da tese do perigo do rebaixamento do nível acadêmico por conta da presença dos negros nos redutos antes destinados quase que exclusivamente aos brancos da classe média para cima – paradoxalmente, os bancos das universidades públicas.

Há duas razões essenciais que me fazem apoiar, sem restrições, as cotas exclusivamente para negros. A primeira delas, e mais simples de ser defendida, é a de que há um resgate histórico, sim, a ser feito em relação aos quatro milhões de negros escravizados no Brasil, entre os séculos XVI e XIX , e seus descendentes. A escravidão gerou um trauma social jamais sequer tocado pelo poder público, até que veio essa decisão, do governo do PT, de lançar mão de ações afirmativas relacionadas à questão racial brasileira – que existe e é seríssima. Essa preocupação tardia das elites e dos “formadores de opinião” (que não formam nada, muito menos opinião) com os pobres, justamente quando são os negros a entrar nas faculdades (e lá estão a tirar boas notas) é mais um traço da boçalidade com a qual os crimes sociais são minimizados pela hipocrisia nativa. Até porque há um outro programa de inserção universitária, o Prouni, que cumpre rigorosamente essa função. O que incomoda a essa gente não é a questão da pobreza, mas da negritude. Há contra os negros brasileiros um preconceito social, econômico, político e estético nunca superado. O sistema de cotas foi a primeira ação do Estado a enfrentar, de fato, essa situação. Por isso incomoda tanto.

A segunda razão que me leva a apoiar o sistema de cotas raciais é vinculado diretamente à nossa realidade política, cínica, nepotista e fisiológica. Caso consigam transformar a cota racial em cota “para pobres”, as transações eleitoreiras realizadas em torno dos bens públicos irão ganhar um novo componente. Porque, como se sabe, para fazer parte do sistema, é preciso se reconhecer como negro. É preciso dizer, na cara da autoridade: eu sou negro. Alguém consegue imaginar esses filhinhos de papai da caricata aristocracia nacional, mesmo os mulatinhos disfarçados, assumindo o papel de negro, formalmente? Nunca. Preferem a morte. Mas se a cota for para “pobres”, vai ter muito vagabundo botando roupa velha para se matricular. Basta fraudar o sistema burocrático e encher as faculdades públicas de falsos pobrezinhos. Ou de pobrezinhos de verdade, mas selecionados nas fileiras de cabos eleitorais. Ou pobrezinhos apadrinhados por reitores. Pobrezinhos brancos, de preferência.

Só um idiota não percebe a diferença entre ser pobre branco e pobre negro no Brasil. Ou como os negros são pressionados e adotam um discurso branco, assim que assumem melhores posições na escala social. Lembro do jogador Ronaldo, dito “Fenômeno”, ao comentar sobre as reações racistas das torcidas nos estádios europeus. Questionado sobre o tema, saiu-se com essa: “Eu, que sou branco, sofro com tamanha ignorância”. Fosse um perna-de-pau e tivesse que estudar, tenho dúvidas se essa seria a impressão que Ronaldo teria da própria cor, embora seja fácil compreender os fundamentos de tal raciocínio em um país onde o negro não se vê como elemento positivo, seja na televisão, seja na publicidade – muito menos nas universidades.

O fato é que somos um país cheio de racistas. Até eu, que sou branco, sou capaz de perceber.


fonte: http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/08/13/somos-racistas/

15 de agosto de 2009

365 dias no ar...

A partir de agora começamos nova fase com várias novidades. Algumas serão percebidas de imediato e outras com o tempo ficarão mais claras. Confira:

1. Novo visual - Um "cara mais limpa" onde espero valorizar ainda mais o conteúdo, sem perder de vista a estética;

2. Post mais autorais - Estarei sendo mais autoral, seja através de comentários ou de produções próprias;

3. Participação dos leitores - clique no menu superior no link Participe e saiba como você poderá contribuir com o site;

4. Post Relacionados - Ao clicar sobre um post ele irá abrir e no final você terá todos a listagem das outras postagens que tenham semelhança no assunto. Uma boa forma de conhecer melhor o conteúdo do site.

5. Twitter - Estou no Twitter é só clicar na figura no conto superior direito. Com certeza será uma ferramenta que permitirá uma maior interação.


Enfim essas são algumas mudanças para este segundo ano. Com certeza buscarei sempre trazer novidades, bons textos e muita informação. Mas acima de tudo conto muito com a compreensão, paciência e apoio de todos.

Rumo ao segundo ano.


Carpe Diem,

Frederico Dourado Rodrigues Morais

13 de agosto de 2009

Preparativos

Caros leitores,

Neste sábado 15/08 às 11h e 01 minuto (no mesmo dia e hora de 1 ano atrás) o Depois da Aula inicia seu segundo ano. Serão novidades para este próximo ano... Mais participação, novo visual, novas funcionalidades...

Aproveito para informar que na sexta acontecerá algumas instabilidades no blog devido as mudanças que serão realizadas. Conto com a sua compreensão e acima de tudo sua participação.

Até lá...


Carpe Diem,


Frederico Dourado Rodrigues Morais

11 de agosto de 2009

A mosca

Terra Magazine
por: Sírio Possenti


Tive sorte, há algum tempo, de topar com O slogan, de Olivier Reboul (S. Paulo, Cultrix). Todos já conheciam, mas, para mim, era uma tremenda novidade. É um livro denso. E um pouco eclético, talvez uma exigência do tema.

O interessado verá que há no livro muitas "lições". Lembro uma, bem pragmática: um bom slogan não pode permitir uma resposta. Reboul dá um exemplo: um jornal se vendia como seguinte slogan: Os imbecis não leem esse jornal, que durou um bom tempo, até que um adversário sacou seu ponto fraco, e emendou: "eles o fazem". O slogan morreu.

Há diversos fenômenos semelhantes. Por exemplo, podemos ler em algumas camisetas (que se tornaram cartazes ambulantes), no peito do usuário: O álcool mata lentamente. Mas, nas costas: E eu por acaso tenho pressa? É claro que a dica pretensamente salutar vai pras cucuias. A resposta se torna possível colocando "lentamente" em relevo. A resposta não discute se álcool mata; comemora que o faça lentamente.Outro bom exemplo: quando Erundina foi candidata à Prefeitura de S. Paulo pela segunda vez, seu slogan era O PT que faz. Durou só dois ou três dias. Os adversários logo descobriram seu ponto fraco. Lascaram: então há um PT que não faz. Pronto, o slogan foi completamente desmoralizado (era a época em que Maluf fazia - de tudo - e do PT se dizia que era assembleísta, que não decidia, que, portanto, não fazia).

A fragilidade do slogan (do ponto de vista estrutural), deriva da adjetiva "que faz". Ela dividia o PT em dois: afirmava, implicitamente, que há um PT que faz, com o que deixa aberta a possibilidade de que alguém diga que há um que não faz (todo o adjetivo com função restritiva produz esse efeito).

Estou lembrando isso tudo por causa de uma propaganda da Folha que vejo periodicamente na TV. Os colunistas da casa de recitam Eu sou a mosca... , de Raul Seixas. Um versinho de cada vez. O filminho termina com Clóvis Rossi fazendo zzzzzz. Completamente inadequado! Se fosse o Zé Simão ou a Bárbara Gancia, seria um pouco mais suportável. Mas é o Rossi!

Achei tudo meio ridículo. Mas é só uma opinião. Digamos que fosse verdade que esses colunistas incomodam - que são a mosca que caiu na sopa. Mas incomodam a quem? Eles caem na sopa de quem? Se Gilberto Dimenstein caísse na do Chalita, tudo bem. Mas ambos tomam da mesma!

Curiosamente, o Prof. Pasquale não aparece. Só anoto o fato, que não sei explicar. Talvez seja porque ele não incomoda o leitor típico da Folha: ele o conforta, lhe dá a certeza de que seus valores (bem conservadores) estão a salvo...

Não vou fazer análise da propaganda. Achei boba, mas isso deve ser problema meu. Mas acho que aquela tese de Reboul sobre slogans vale também para propagandas inteiras. Sobre esta da Folha já ouvi gente dizer (ou será que só eu pensei?) que, de fato, o jornal é sempre o mesmo. Só mudam as moscas...

10 de agosto de 2009

Respeito a Diversidade

Vi este cartaz no site Vi o Mundo, sendo citado como sendo de uma campanha em defesa dos imigrantes, na Espanha.

Uma bela demonstração acerca da Diversidade.

7 de agosto de 2009

Projeto compartilha experiências educacionais bem-sucedidas

O Inep disponibiliza na sua página eletrônica, a primeira edição da web revista Na Prática – Experiências Educacionais de Sucesso. A publicação é composta por reportagens e estudos técnicos que revelam experiências de êxito realizadas por municípios e escolas brasileiros.

Na primeira edição são retratadas as práticas educacionais dos municípios de Igrejinha-RS e Itaiçaba-CE. A intenção do Inep é que as experiências de sucesso sirvam de estímulo ou de inspiração para gestores educacionais, assim como para toda a sociedade. Os casos são selecionados a partir do banco de dados do Inep. A partir disso, uma equipe realiza visita in loco para estudar o que há por trás dos bons indicadores e ações educacionais.

A web revista Na Prática será atualizada com novas reportagens bimestralmente, e pode ser acessada em: http://napratica.inep.gov.br. A revista é produzida pela equipe da Assessoria de Comunicação do Inep/MEC e equipe técnica do Laboratório de Experiências Inovadoras em Gestão Educacional, da Diretoria de Estudos Educacionais (Dired).

1 de agosto de 2009

Estou no Twitter!

A partir de agora estou no Twitter. Para aqueles que ainda não conhecem esta "coisa" chamada Twitter clique aqui.

Aos que já utilizam ou pretendem utilizar podem me adicionar clicando AQUI.



Em em breve novidades no Depois da Aula, rumo ao seu 1º ano de "e-vida". AGUARDEM!!