Páginas

30 de julho de 2009

O que precisa mudar no Brasil para termos uma vida melhor?

Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, comenta no site da revista Carta Capital as respostas encontradas pela pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, feita com 500 mil brasileiros.


O que precisa mudar no Brasil para termos uma vida melhor?

O que precisa mudar no Brasil para termos uma vida melhor? Esta pergunta foi feita pelo escritório brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil) pela internet e em sete audiências públicas para escolher o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil, que deve sair no início de 2010. Quinhentos mil brasileiros de todas as idades, faixa social, sexo e escolaridade deram sua resposta, por internet ou nas audiências. Além disso, graças às parcerias com a TIM e a Natura, mais de dois milhões de brasileiros foram mobilizados por SMS e um milhão de mulheres, pela rede de revendedoras.

Foi uma metodologia inédita no mundo, mais uma reflexão do que uma pergunta, revelando as grandes áreas de preocupação dos brasileiros.

O resultado surpreendeu os pesquisadores do PNUD. E a nós, também: a “receita” dos brasileiros para uma vida melhor, de acordo com a pesquisa, passa por “valores” como respeito, responsabilidade e justiça. Honestidade, paz, consciência e ausência de preconceito também foram largamente citadas.

Flávio Comim, diretor do PNUD Brasil, aponta a forma como a pesquisa foi conduzida como fundamental para se chegar a este resultado. Uma pergunta aberta - o que precisa mudar no Brasil para termos uma vida melhor ? - permitiu às pessoas expressar suas opiniões mais profundas. Por isso, o tema dos valores aflorou. Explicando: as respostas diretas dadas pelas pessoas mencionavam educação, saúde, segurança e emprego como as grandes vertentes para uma vida melhor. Só que, por meio de uma avaliação transversal destas respostas, a equipe de pesquisadores percebeu que a “fala oculta” trazia preocupações com os valores que organizam a sociedade. Por exemplo, quando havia menção à melhoria na educação, os participantes preocupavam-se com a falta de formação em valores nas escolas, muito mais do que com a falta de qualidade do ensino formal. No quesito violência, a ênfase recaía sobre as agressões contra as pessoas em detrimento daquelas contra a propriedade (como roubo), com forte inquietação a respeito da violência doméstica. De um modo geral, as pessoas acham que a sociedade lida com os conflitos mais prosaicos de forma violenta.

Interessante desta pesquisa é verificar que as reivindicações objetivas apresentaram conexão com o déficit de valores. E que este déficit, para os entrevistados, começa em casa!

Outro recorte que aparece é a atenção cada vez maior dada às atitudes dos atores sociais, como empresas e políticos. No caso do setor produtivo, quanto maior o comprometimento real das empresas com “valores” como direitos fundamentais da pessoa (combate ao trabalho escravo, respeito aos direitos trabalhistas, bom ambiente profissional) menor tende a ser a rejeição por parte da sociedade. Quanto aos políticos, bem, precisaremos verificar o resultado das urnas em 2010.

As respostas levaram o PNUD ao desenvolvimento de um novo conceito de valor: nem só ético, nem só moral, nem só financeiro. Valor vinculado ao dia-a-dia das pessoas. E este será o tema do relatório que a entidade publicará no início de 2010.

Se a sociedade brasileira expôs como preocupação maior os valores como justiça, respeito e responsabilidade, é possível que o país realmente se transforme em menos tempo do que se imagina. Mais uma vez, fica evidente que as empresas engajadas no movimento da responsabilidade social têm um papel importante a desempenhar nesta transformação: precisam aprofundar cada vez mais a transparência e os valores em sua própria gestão, disseminá-los para a cadeia produtiva e, com isso, dar exemplo para outros atores sociais.

Sem justiça, não existe democracia nem Estado de Direito. E, sem Estado de Direito, os negócios também não funcionam adequadamente, pois voltaremos ao território do vale-tudo.

Que os empresários saibam entender o profundo recado enviado pelos brasileiros, por meio desta pesquisa do PNUD, e adotem práticas cada vez mais transparentes, baseadas em crescimento econômico, justiça social e equilíbrio ambiental.


Clique aqui para ir a site da Carta Capital

28 de julho de 2009

Preguiça Intelectual

Divido com vocês um artigo que envie ao jornal O Popular e foi publicado no dia 02 de julho.

Preguiça Intelectual
Costumo receber algumas “pérolas” no meu email e gostaria de dividir as angústias que estes costumam me trazer. Não exagero quando uso a palavra angústia, porque é assim que tenho me sentido com tanta bobagem e tanto absurdo.

Uma vez recebi um texto sobre uma "conspiração" internacional liderada pelos EUA e a Grã-Bretanha para 'privatizar' a Amazônia. De acordo com tal email, que citava reportagens de grandes jornais internacionais, os Norte-Americanos estariam com um projeto internacional que visava mostrar a importância estratégica da Amazônia para todo o planeta e que, portanto requeria uma intervenção internacional para cuidar dos interesses da humanidade. Estamos perdidos!

Sobre a suposta conspiração, a história é velha e bem conhecida. Uma, brincadeira feita por um grupo de brasileiros que criaram um site extremista e inventaram a notícia de que os livros escolares americanos não traziam a área da Região Amazônica como parte do Brasil. No lugar aparecia uma região de controle internacional. Feito por um grupo anônimo, o site promoveu a falsa informação e usou o nome de uma professora do Texas, como se a mensagem partisse dela. Trata-se de Michelle Zwede, do Brazil Center da Universidade do Texas, em Austin. Na verdade ela entrou em contato com os autores do site pedindo provas e acabou tendo o nome dela usado ilegalmente no trote.

Numa outra mostruosidade eletrônica, é noticiado sobre a suposta morte de um pessoa causada pela ingestão de Coca-Cola Light e a bala Mentos. A dita mensagem diz que o tal caso teria ocorrido em conhecido colégio da cidade de São Paulo em abril de 2005. Para dar credibilidade à lenda, mencionam-se um dermatologista que faz parte da lista de dermatologia on line do Instituto Rubem Azulay e um Prof. Doutor do Instituto de Química da USP. Esta história dá até sede não é!

Em tempo o suposto Doutor citado no email não existe na USP e quanto ao Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro - e não Instituto Rubem Azulay , não fazem menor idéia do ocorrido.

E por fim, pelo menos deste texto, porque as bobagens não param de chegar, tem uma que se tornou um clássico graças à um ilustre senador do Piauí, que teve a capacidade de ler o dito email no plenário. O email tratava de uma fraudulenta ONG chamada "Sociedade Amigos do Plutão", organização que teria sido criada em Brasília para defender o retorno de Plutão à condição de Planeta, segundo o email “a sede da Sociedade dos Amigos de Plutão está registrada na Esplanada dos Ministérios, ainda que sem particularizar qual deles. O presidente da entidade é um ex-líder sindical, filiado à CUT e ao PT, amigo íntimo do presidente Lula. O Diário Oficial publicou a liberação de 7,5 milhões de reais para estimular as primeiras ações da nova ONG. E o Pluto não tem amigo?! Neste caso o que tivemos foi uma paródia do jornalista Carlos Chargas, criticando a proliferação de ONG no Brasil, que foi usada e divulgada como uma verdade factual.

Teorias conspiratórias, descobertas secretas, histórias fantasmagóricas, contos sensacionalista. Diariamente, dezenas são criadas. Enfim, são bobagens disseminadas pela internet que, infelizmente, tem continuidade graças a nossa preguiça intelectual. Recebemos um email, nem ao menos o lemos, muito menos pesquisamos sua integridade e já encaminhamos a todos os nossos contatos. Resultado, mentiras e fantasias espalhadas como verdades absolutas.

Classifico como preguiça intelectual o comodismo e a inoperância cognitiva diante de qualquer atividade que requeira um pensamento mais elaborado, seja na leitura, interpretação ou analise de um texto, imagem ou fato. È aquela pausa de 1 minuto que não fazemos antes de afirmar, perguntar ou repassar qualquer informação.

Evidente que repassar é muito mais fácil e cômodo que verificar, pesquisar e só depois dividir. E para muitos, o simples ato de encaminhar mensagem as livram da responsabilidade sobre a informação enviada. Quanto engano! Quando envio um email sou responsável pela informação que o acompanha, não importa se sou autor ou não. Erro por omissão. Peco pela preguiça.

Sejamos mais investigativos, ou menos preguiçosos. Acreditar de imediato que uma refrigerante light e uma bala de hortelã matam alguém é no mínimo muita ingenuidade. Vamos malhar, o cérebro!

25 de julho de 2009

Sorria!

Olá amigos...

Após um merecido descanso estou de volta. Em breve estarei divulgando algumas novidades para a comemoração do 1º ano de “e-vida” do Depois da Aula. Aguardem!

Mas vamos em frente...

Nestas férias assisti a transmissão do Tributo à Michael Jackson e tive contato com uma linda música, que acreditem, eu não conhecia até então – Smile. Na ocasião a música foi cantada por um dos irmãos do cantor e ainda segundo uma amiga de Michael, Brooke Shields (a do filme Lagoa Azul), seria a música preferida de Mickael...

Fiquei encantado pela canção escrita por Charlie Chaplin( outra surpresa que tive!) e gostaria de dividir com vocês uma versão na voz de Djavan, feita por Braguinha, num belo clipe do Youtube feito por Anita Salvage22.

Segue abaixo o clipe com a versão do Djavan e um com a versão original na voz de Michael Jackson. Ao final de cada clipe ainda darei a opção para você baixar a música e assim ouvir quando e onde desejar.

Carpe Diem!




baixe a música aqui





baixe a música aqui

16 de julho de 2009

5 livros para ler

Nunca fui fã de listas, mas não custa nada fazer uma de vez em quando, assim fiz um esforço e selecionei 5 livros.

1. A Festa de Maria, de Rubem Alves (Editora Papirus)
2. O Papa de Hitler - a história secreta de Pio XII, de John Cornwell (Imago Editora)
3. A epistemologia do professor, de Fernando Becker (Editora Vozes)
4. As mentiras que os homens contam, de Luiz Fernando Verissimo (Editora Objetiva)
5. Ética da Vida, de Leonardo Boff (Editora Sextante)

8 de julho de 2009

Sessão Pipoca

O site Cinepop selecionou os 130 melhores filmes já lançados no Brasil nos últimos anos, alguns bem pipoca, alguns bem sérios, todos bem variados.

É só escolher um, comprar a pipoca e aproveitar!

Confira aqui


6 de julho de 2009

Férias...

Caro leitor,

Como "não sou máquina, mas humano, Eu sou!",estarei a partir de hoje de férias Além aproveitar um pouco o ócio, tenho alguns "compromissos" acadêmicos que exigirão minha total atenção.

Assim deixo algumas matérias programados (duas na verdade com algumas dicas) e no dia 25/07 o Depois da Aula retorna com tudo, rumo ao seu primeiro ano de "e-vida".

Adianto, você não pode perder o que vem por ai!

Carpe Diem

Prof. Frederico

2 de julho de 2009

As licenciaturas no centro do debate

Caros colegas do Depois da Aula ,em agosto participarei com um mini-curso sobre Avaliação da Aprendizagem de uma atividade promovida pela Universidade Estadual de Goiás. Divulgo maiores informações abaixo.

De 17 a 22 de agosto deste ano acontece o II Encontro Regional de Ensino e Práticas Pedagógicas de Goiás (II EREPPEGO), com a proposta ade discutir pontos fundamentais da formação inicial e continuada dos professores e sua prática pedagógica e , principalmente, a integração da Universidade com a comunidade onde está inserida.

O II EREPPEGO visa ainda contribuir para a formação docente de nossos alunos da UEG UnU Jussara, bem como dos egressos que hoje atuam na rede de ensino pública e particular, e outros docentes destas redes.

Maiores informações aqui