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7 de abril de 2009

Uma breve conversa sobre o Coordenador Pedagógico

QUEM É?
O Coordenador Pedagógico é o co-responsável pela construção de uma equipe escolar coesa, engajada e, sobretudo, convicta da viabilidade operacional das prioridades consensualmente assumidas e formalizadas na proposta de trabalho da Instituição de Ensino. O coordenador irá exercer, no espaço da autonomia que lhe foi conferida, seu papel de elemento-chave na orientação e gerenciamento dos resultados do desempenho escolar obtido pelos alunos frente às ações devidamente planejadas pelos docentes. Na verdade o Coordenador Pedagógico no exercício específico de profissional, articulador e mobilizador da equipe escolar, está vivenciando suas atividades intencionais voltadas para a melhoria do fazer pedagógico da sala de aula.

O Coordenador Pedagógico viabiliza, integra e articula o trabalho pedagógico-didático em ligação direta com os professores, em função da qualidade do ensino. Ou seja, a sua principal atribuição é a assistência pedagógico-didática aos professores, para se chegar a uma situação ideal de qualidade de ensino (considerando o ideal e o possível), auxiliando-os a conhecer, construir e administrar situações de aprendizagem adequadas às necessidades educacionais dos alunos.

A escola é um universo bastante complexo: há uma finalidade aparentemente conhecida e consagrada em torno da qual se aglutinam pessoas freqüentemente muito diferentes, que desempenham funções variadas, com atribuições, expectativas e demandas diversas. Por essa razão, muitas vezes a escola funciona a partir do equívoco de que todos sabem o que ela significa para si e para o outro; subentende-se que todos estão por lá por uma única razão, que todos sabem seu papel, todos conhecem seu ambiente de trabalho e sua dinâmica.

É, portanto, esperado que, desse equívoco, surjam alguns problemas no dia-a-dia que, mesmo quando simples ou corriqueiros, tendem a se agravar, uma vez que sua compreensão estará contaminada pela idéia (falsa, diga-se) de que tudo acontece por uma atitude deliberada de alguém que, mesmo sabendo de sua tarefa ou responsabilidade, deixa de assumi-la, prejudicando o conjunto da escola.

Esse é o contexto que trabalha o Coordenador Pedagógico. É necessário que ele seja capaz de identificar essa trama comunicativa para que exerça seu papel com sucesso. É fundamental também que esteja preparado para discernir os diferentes níveis de sua atuação, para que não se limite a apenas um deles, dificultando o crescimento e o amadurecimento da escola.

O coordenador tem, pelo menos três níveis de atuação, que não se excluem. São eles:
1) o de resolução dos problemas instaurados;
2) o de prevenção de situações problemáticas previsíveis;
3) o de promoção de situações saudáveis do ponto de vista educativo e socioafetivo.

Todos esses níveis são necessários e fundamentais. Entretanto, não é difícil perceber que um trabalho voltado apenas para o nível 1, além de pouco produtivo, desgasta a figura do coordenador e de toda escola. A instituição fica à mercê dos humores, das imagens distorcidas que um tem em relação ao outro; o coordenador fica “correndo atrás do prejuízo”.

Além disso, não há construção de projeto pedagógico no nível 1. É preciso que se alcancem os níveis 2 e 3 para que ele possa ser objeto de preocupação, pois o projeto pedagógico é uma antecipação da escola que queremos. Se é importante que o projeto parta da escola real, de seus conflitos e problemas, ao mesmo tempo é essencial que seja elaborado a partir de uma dose de liberdade em relação em relação a ela. Ou seja, se as preocupações diárias e imediatas consumirem todo o potencial de trabalho do coordenador, não haverá condições de articulação de pessoas em torno de metas a médio e longo prazos; em suma, o amadurecimento institucional será dado exclusivamente pelo acaso e por situações incidentais.

E O QUE FAZ?
Sobre a Coordenação Pedagógica podemos caracterizar ainda os elementos essenciais da função, e os instrumentos viabilizadores da ação pedagógica.
a) Elementos essenciais
- Elo entre alunos, famílias, professores, orientadores e Direção.
- Elaboração dos componentes curriculares atuando junto aos professores.
- Integração do corpo docente.
- Parceria com o corpo docente
- Estar sempre disponível para prestar qualquer esclarecimento aos pais.

b) Instrumentos viabilizadores
- Incentivar os docentes em um trabalho de equipe.
- Acompanhar os docentes na elaboração dos planos de ensino subsidiando-os.
- Orientar os procedimentos de avaliação definidos pela instituição, com vistas à implementação de um processo de aprendizagem contínuo.
- Orientar o corpo docente na utilização dos espaços físicos e uso das bibliotecas, laboratórios, equipamentos e materiais didáticos disponíveis na instituição.
- Divulgar e facilitar o acesso dos docentes a novas metodologias e recursos tecnológicos.

É importante mencionar que a Coordenação Pedagógica possui funções múltiplas e significativas que se desenvolvem como:
Preventiva: Consiste em acompanhar o processo pedagógico, a fim de obtermos resultados positivos na melhoria do ensino-aprendizagem.
Construtiva: Auxiliar o docente a superar suas dificuldades de maneira positiva e cooperativa.
Criativa: Estimular a iniciativa do docente, buscar novos caminhos, pesquisar e criar novos recursos do ensino.

O grau de intensidade das atividades do Coordenador Pedagógico depende dos tipos de atividades desenvolvidas; dos grupos articulados por ele; das atribuições específicas dos profissionais e sujeitos que integram esses grupos; da definição de prioridades e objetivos; da distribuição de responsabilidades convencionadas pela organização e pelos variados grupos, em diferentes momentos e situações; dentre outros fatores.

Um comentário:

Carlos disse...

parabéns, pelo texto.
prof° Coord. martha Delhi